icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão
28/12/2013
07:24

O ano de 2013, financeiramente falando, é para ser esquecido pelo Fluminense. Convivendo com penhoras, o clube encontrou a luz no fim do túnel ao retornar à Timemania e praticamente se livrar do processo das penhoras das receitas. Contudo, a diretoria acreditava que o assunto seria resolvido antes do início de 2014. Algo que não aconteceu e o calvário fiscal segue nas Laranjeiras.

Quase todos os trâmites para resolver o problema fiscal do Fluminense foram resolvidos quando a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, sancionou a MP 618, garantindo ao Tricolor à volta a loteria federal. Porém, a reunião com o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio Adams, que daria o aval para a liberação das penhoras, ainda no fim deste ano, não aconteceu, devido aos recessos de fim de ano, e o Fluminense ainda terá de aguardar janeiro para resolver.

Assim, o planejamento que envolve o departamento de futebol acaba ganhando um retrocesso, devido à questão financeira. Tanto que o clube teve de aceitar a imposição de Celso Barros e contratar Renato Gaúcho como treinador. Assim, o patrocinador arcará com 70% dos vencimentos dele e da comissão, deixando o Flu com apenas 30% das despesas.

E não é só isso. Devido ao problema fiscal, o Flu ainda aguarda a verba das vendas de Thiago Neves e Wellington Nem, pelas quais o Tricolor teria o direito a receber cerca de R$ 18,8 milhões, para dar um alento aos cofres. A pedido do clube, nada ainda foi pago por Al Hilal (SAU) e Shakhtar Donetsk (UCR), respectivamente.

Com suas receitas penhoradas, o Flu viu a dívida fiscal subir de R$ 32 milhões para cerca de R$ 120 milhões. Com o recesso, além do presidente Peter Siemsen estar viajando em férias, o Fluminense aguarda que a resolução e o aval de Adams saiam nos primeiros dias de 2014 para ter um ano melhor.

EMPRESÁRIO COBRA DINHEIRO

O problema das penhoras fiscais tem feito alguns credores baterem à porta do Fluminense para exigir pagamentos. Pelo menos este é o caso do empresário Eduardo Uram. Detentor de 30% dos direitos econômicos do jogador, Uram tem a receber cerca de R$ 7,5 milhões pela transação, enquanto o Fluminense, detentor de 60%, deve receber R$ 15 milhões e a Unimed, dona de 10% dos direitos, os últimos R$ 2,5 milhões.

Porém, sabendo do risco da penhora, o Fluminense fez um acordo com o Shakhtar Donetsk (UCR) para pagar o montante de R$ 25 milhões quando o clube resolver a situação fiscal. O dinheiro todo tem de ser depositado para o Fluminense para depois ser repassado aos outros envolvidos.

ATRASO PARA BASE

A situação financeira do Fluminense tem sido um problema que está afetando até as categorias de base do clube. A bolsa-auxílio que os atletas de Xerém recebem teve que ser suspensa no último mês e foi revertida para arcar com as despesas do pagamento de FGTS de alguns profissionais do clube, incluindo jogadores.

Porém, a ideia é assim que as penhoras acabarem e as receitas foram todas liberadas, o clube irá pagar todos os dividendos atrasados, em especial o dos jovens atletas. A medida adotada, foi para impedir processos trabalhistas de alguns atletas e complicar ainda mais a situação do Flu, acabando com o Ato Trabalhista.