icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão e Marcello Vieira
13/12/2013
08:13

Na Primeira ou Segunda Divisão, o Fluminense quer autonomia para planejar o futebol sem a interferência do patrocinador. A primeira ação neste sentido já foi tomada. No lugar do então diretor de futebol, Rodrigo Caetano, que recebia grande parte dos vencimentos pela Unimed, entra Felipe Ximenes com salário de R$ 90 mil, custos que serão arcados integralmente pelo Tricolor.

– O que o Flu está fazendo paulatinamente é readquirir a autonomia e independência em alguns pontos que a Unimed atuava porque o Fluminense não tinha capacidade financeira de gerir. Um desses pontos é a gestão do futebol. Uma coisa é o elenco estar em campo com a comissão técnica, outra é o gerente de futebol, o técnico, a estrutura interna. O Fluminense sinaliza a partir da contratação do diretor de futebol, do formato desse planejamento que começa já a trabalhar duramente pela autonomia na gestão do seu pessoal de operação – disse ao LANCE!Net o diretor executivo do clube, Jackson Vasconcelos.

Independentemente do resultado do julgamento de Héverton, atleta da Portuguesa escalado de forma irregular, e que pode salvar o Fluminense da Série B, o Tricolor já tem o planejamento financeiro definido para o próximo ano. O mesmo não pode ser dito em relação ao futebol.

– O presidente já escolheu o diretor de futebol, que é o Felipe Ximenes. Agora é a escolha do técnico. Antes disso era impossível fazer o planejamento. O clube já sabe qual é sua capacidade, os contratos que tem e seu potencial de gerar receitas administrativamente falando. Isso independe da Divisão. Em relação ao futebol, quem o planeja é o diretor do setor. Ximenes acabou de ser anunciado e já arregaçou as mangas – explicou Jackson, que também contou o principal benefício de uma possível manutenção do Flu na elite:

– Ganharíamos um ano. Poderíamos trabalhar para o título brasileiro e não para subir de Divisão. Uma grande diferença de tempo. 

Bate-Bola - Jackson Vasconcelos - Diretor Executivo do Fluminense

Qual o maior ganho para o Fluminense se a permanência na Série A for definida?

O fato mais importante é o tempo. Uma vez que a gente permaneça na Série A, e hoje está muito claro a chance cada vez maior disso acontecer, nós vamos trabalhar em 2014 para sermos campeões do Brasileiro e entrar na Libertadores. Ficando na B o trabalho seria voltar para a Série A, um ano inteiro de trabalho com esse objetivo. Para quem tem uma base de três anos, um ano é um terço. É uma diferença enorme do ponto de vista de gestão.

O investimento para a Série B seria menor do que para disputar a Série A?

O investimento na Série B necessariamente não é menor do que o da Série A. Quem define o grau de investimento é o objetivo. Pode ocorrer de você ter um investimento muito maior na Série B se o objetivo for o de ser campeão da Série B, depende muito da dificuldade de operação. Em tese, as pessoas dizem que você vai gastar menos na Série B. Não necessariamente. Jogaremos em locais diferentes, teremos viagens diferentes. Os gastos do futebol não são apenas salários. Jogar em Joinvile, por exemplo, pode sair mais caro do que no Maracanã.