icons.title signature.placeholder Jonas Moura e Verônica Souza
16/06/2014
16:06

Ele nasceu e foi criado em Marechal Hermes, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, longe das badaladas ondas cariocas. Mas o surf superou a distância e pegou o menino, então com sete anos, para nunca mais largar. Preconceitos como "surf é profissão de vagabundo" e "esporte de rico" jamais incomodaram Diego Silva, de 23 anos.

– A galera olhava meio torto quando eu falava que era surfista, uns até riam, mas é normal, afinal, é o surf é "novo" na nossa cultura. Apesar disso, vejo que o esporte está conquistando seu espaço, adeptos e torcida – afirmou Diego, em entrevista ao LANCE!Net.

Adepto das ondas gigantes, Diego vê Maya Gabeira e Pedro Scooby como expoentes na categoria e sonha tão alto quanto as gigantescas ondas que procura. São elas, afinal, que norteam a rotina do surfista. No estilo freesurf, ele não treina para competir - a ideia é aproveitar os melhores "swell" pelo mundo.

– Sonho em me tornar o melhor big rider. Hoje, viajo em busca das melhores ondas para conquistar experiênia e alcançar esse sonho. Depois das ondas do Recreio, minha "segunda casa" é o México, vou pra lá há dez anos – contou Diego, antes de completar:

– O melhor do Freesurf é não ter essa pressão que os competidores possuem e ter a chance de aproveitar o que é realmente bom no surf: conhecer lugares paradísiacos, fazer amigos e aproveitar as melhores ondas.

Fora do mar, o futebol é o esporte de Diego nas horas vagas. No entanto, ele confessa que lhe falta talento com a bola nos pés.

– Às vezes jogo com os amigos para descontrair, só de brincadeira. Na hora de torcer, sou Flamenguista e agora na Copa, mesmo viajando, vou acompanhar e torcer muito pela nossa Seleção.