icons.title signature.placeholder David Nascimento e Eduardo Mendes
12/03/2014
06:02

A ruptura do Flamengo com a Ferj não se restringiu apenas à falta de apoio a Rubens Lopes. O clube, como forma de retaliação a uma manobra feita pela entidade, não tem assinado os borderôs dos jogos desde que a Federação passou a incluir as cotas de TV no documento.

A estratégia é utilizada pela Ferj com o intuito de maquiar as rendas baixas dos jogos. E a arrecadação deficitária é uma das críticas dos clubes que romperam com a instituição. Na semana passada, o Rubro-Negro embolsou pouco mais de R$ 500 em partida disputada em Volta Redonda. No fim de semana, dividiu com o Botafogo a receita líquida do clássico, levando R$ 90 mil.

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A insatisfação por parte do Flamengo com Rubinho e a Ferj cresceu especialmente este ano. Em 2013, no primeiro ano da gestão de Eduardo Bandeira de Mello, os dirigentes avaliaram a gestão de Rubinho antes de tomar algum partido.

Indiretamente, ao se opor a Rubinho, a cúpula rubro-negra mostra um certo alinhamento à chapa de Marco Polo Del Nero. O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), que é candidato à cadeira de José Maria Marin na eleição da CBF este ano, também é rompido com a Ferj.

Tal posição gerou críticas do conselheiro do Flamengo e membro do conselho financeiro da Ferj, Leonardo Ribeiro. Ele esteve presente na última terça-feira na eleição e acusou Luiz Eduardo Baptista, vice-presidente de marketing do Rubro-Negro e presidente da Sky Brasil, de tomar as decisões.

– Esse movimento tem conflito de interesses, pois é o presidente da Sky quem manda no Flamengo. Os clubes deram apoio à Federação, fazem dívidas, mas 24 horas antes recebem uma ordem vinda da Sky para tentar criar essa crise política.