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06/07/2013
08:02

Alguns dias após o anúncio do programa de sócio-torcedor, o vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, disse ao LANCE!Net que o maior benefício para os contribuintes seria “ver o Flamengo forte”. Com 26.668 associados até a última sexta-feira, o Nação Rubro-Negra tem a maior parte, 51%, formada por cariocas. Ele foi lançado em 26 de março. A última partida do time no Rio foi em 6 de abril.

Neste sábado, às 18h30, contra o Coritiba, o Flamengo abrirá uma sequência de jogos em Brasília. A partida é a primeira de uma sequência de sete como mandante no Mané Garrincha. O torcedor carioca ficará mais de quatro meses sem ver o time na cidade.
Se pela logística, quem mais investe no plano está sendo prejudicado, essa vida cigana é benéfica aos cofres do clube. Até ontem, mais de 50 mil ingressos já haviam sido vendidos para a partida de hoje. A carga é de 67 mil. O Flamengo terá 72% da renda, a maior do clube no ano.

Jogando no Rio de Janeiro, a maior receita em 2013 foi na estreia do time no Carioca, contra o Quissamã (R$ 187.800,00). Renda inferior a quando o time foi mandante fora da cidade no Brasileiro, diante de Náutico (R$ 263.189,00), em Florianópolis, e Ponte Preta (R$ 353.115,00), em Juiz de Fora. Da cidade mineira também veio a maior arrecadação. Foi na partida de volta contra o Campinense, pela Copa do Brasil (R$ 653.612,50). Benefícios a quem paga e não vê o time jogar ainda estão sendo estudados internamente. Porém, procurado pela reportagem para saber se existe algum planejamento para compensar o investimento de quem responde por mais da metade do faturamento do programa, o Flamengo preferiu não se pronunciar até que tenha uma definição sobre o caso.

Pelos números, é mais rentável sair do Rio. Mas o preço a pagar para “ver um time forte” está sendo caro.

Academia LANCE!

Pedro Trengrouse - Especialista em gestão esportiva

Não há qualquer prejuízo em jogar fora

Flamengo não é do Rio de Janeiro, o Flamengo é do Brasil. É o clube que tem mais torcida em todos os estados do país, à exceção de Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Então, onde o Flamengo jogar no Brasil, joga em casa. A torcida não está restrita ao Rio. Havendo a possibilidade de o Flamengo jogar para sua torcida onde mais puder jogar, melhor. Torcedor do Flamengo no Rio de Janeiro ou em Brasília, é torcida do Flamengo do mesmo jeito.

Não enxergo prejuízo algum para o sócio-torcedor do Rio de Janeiro. Primeiro porque o programa é nacional. Da mesma maneira que há sócio-torcedor no Rio há em Brasília, na Bahia, ou em qualquer outro lugar do Brasil. Principalmente, no caso do Flamengo. Agora, o grande ponto de preocupação é a falta de condições de o clube jogar em seu estado.

Esses jogos fora do Rio, além de atenderem a torcida de fora do Rio, também é uma resposta à situação em que o Rio de Janeiro se encontra em relação ao futebol do estado, que não tem estádios para jogar. Enquanto os clubes de São Paulo saem da Copa com um estádio cada um, o Rio sai sem nenhum.

O Maracanã foi entregue à iniciativa privada, sem qualquer consideração aos clubes. O Engenhão, interditado por uma barbeiragem de engenharia, e o governo simplesmente preocupado com outras coisas que não o futebol do estado.

Nem que o Flamengo quisesse jogar no Rio de Janeiro ele teria condições de atuar. Ele não vai jogar no Maracanã porque até agora não chegou a um acordo com as condições. É um absurdo que os clubes do Rio de Janeiro consigam melhores condições para jogar no estádio de Brasília ou em outro estádio, do que para jogar na sua própria casa, no Maracanã. Qualquer condição que o Maracanã ofereça aos clubes tem de ser melhor que a de outros lugares oferecem.

A torcida não grita "O Maraca é nosso"? Pois parece que o Maraca não é mais nosso. Em vez de a torcida do Rio cobrar do Flamengo o fato de não jogar no Rio, tinha de cobrar do Maracanã e do governo, que não estão oferecendo as condições para os clubes jogarem no Rio.

Alguns dias após o anúncio do programa de sócio-torcedor, o vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, disse ao LANCE!Net que o maior benefício para os contribuintes seria “ver o Flamengo forte”. Com 26.668 associados até a última sexta-feira, o Nação Rubro-Negra tem a maior parte, 51%, formada por cariocas. Ele foi lançado em 26 de março. A última partida do time no Rio foi em 6 de abril.

Neste sábado, às 18h30, contra o Coritiba, o Flamengo abrirá uma sequência de jogos em Brasília. A partida é a primeira de uma sequência de sete como mandante no Mané Garrincha. O torcedor carioca ficará mais de quatro meses sem ver o time na cidade.
Se pela logística, quem mais investe no plano está sendo prejudicado, essa vida cigana é benéfica aos cofres do clube. Até ontem, mais de 50 mil ingressos já haviam sido vendidos para a partida de hoje. A carga é de 67 mil. O Flamengo terá 72% da renda, a maior do clube no ano.

Jogando no Rio de Janeiro, a maior receita em 2013 foi na estreia do time no Carioca, contra o Quissamã (R$ 187.800,00). Renda inferior a quando o time foi mandante fora da cidade no Brasileiro, diante de Náutico (R$ 263.189,00), em Florianópolis, e Ponte Preta (R$ 353.115,00), em Juiz de Fora. Da cidade mineira também veio a maior arrecadação. Foi na partida de volta contra o Campinense, pela Copa do Brasil (R$ 653.612,50). Benefícios a quem paga e não vê o time jogar ainda estão sendo estudados internamente. Porém, procurado pela reportagem para saber se existe algum planejamento para compensar o investimento de quem responde por mais da metade do faturamento do programa, o Flamengo preferiu não se pronunciar até que tenha uma definição sobre o caso.

Pelos números, é mais rentável sair do Rio. Mas o preço a pagar para “ver um time forte” está sendo caro.

Academia LANCE!

Pedro Trengrouse - Especialista em gestão esportiva

Não há qualquer prejuízo em jogar fora

Flamengo não é do Rio de Janeiro, o Flamengo é do Brasil. É o clube que tem mais torcida em todos os estados do país, à exceção de Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Então, onde o Flamengo jogar no Brasil, joga em casa. A torcida não está restrita ao Rio. Havendo a possibilidade de o Flamengo jogar para sua torcida onde mais puder jogar, melhor. Torcedor do Flamengo no Rio de Janeiro ou em Brasília, é torcida do Flamengo do mesmo jeito.

Não enxergo prejuízo algum para o sócio-torcedor do Rio de Janeiro. Primeiro porque o programa é nacional. Da mesma maneira que há sócio-torcedor no Rio há em Brasília, na Bahia, ou em qualquer outro lugar do Brasil. Principalmente, no caso do Flamengo. Agora, o grande ponto de preocupação é a falta de condições de o clube jogar em seu estado.

Esses jogos fora do Rio, além de atenderem a torcida de fora do Rio, também é uma resposta à situação em que o Rio de Janeiro se encontra em relação ao futebol do estado, que não tem estádios para jogar. Enquanto os clubes de São Paulo saem da Copa com um estádio cada um, o Rio sai sem nenhum.

O Maracanã foi entregue à iniciativa privada, sem qualquer consideração aos clubes. O Engenhão, interditado por uma barbeiragem de engenharia, e o governo simplesmente preocupado com outras coisas que não o futebol do estado.

Nem que o Flamengo quisesse jogar no Rio de Janeiro ele teria condições de atuar. Ele não vai jogar no Maracanã porque até agora não chegou a um acordo com as condições. É um absurdo que os clubes do Rio de Janeiro consigam melhores condições para jogar no estádio de Brasília ou em outro estádio, do que para jogar na sua própria casa, no Maracanã. Qualquer condição que o Maracanã ofereça aos clubes tem de ser melhor que a de outros lugares oferecem.

A torcida não grita "O Maraca é nosso"? Pois parece que o Maraca não é mais nosso. Em vez de a torcida do Rio cobrar do Flamengo o fato de não jogar no Rio, tinha de cobrar do Maracanã e do governo, que não estão oferecendo as condições para os clubes jogarem no Rio.