icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
22/11/2013
20:57

A marca de 91 gols em 27 jogos já é suficiente para chamar atenção. Mas diferente do time profissional, o sub-17 do Corinthians tem vocação ofensiva e média de 3,3 gols por jogo contra 0,7 dos comandados de Tite. Também há semelhanças, e elas ficam por conta da defesa, melhor do campeonato, e da filosofia de não criar um ídolo, um "craque" para o time que entra em campo neste sábado, às 10h30, para encarar o Santos na Fazendinha.

Quando a reportagem do LANCE!Net chegou à Fazendinha, local do último treino antes da decisão do Paulista da categoria, contra o Santos, foi avisada que os atacantes responsáveis pela marca não dariam entrevista, apenas o técnico Rodrigo Azevedo Leitão e o capitão, e volante, Márcio Ferrari.

– Foi um consenso interno. Os destaques individuais são mérito de uma construção coletiva. Temos que agir conforme o discurso e mostrar que não é só discurso – explicou o treinador.

Com Leitão, o Timãozinho entrou em campo 27 vezes, com 21 vitórias, cinco empates e só uma derrota. Além disso, sofreu 19 gols e marcou incríveis 91. Os maiores goleadores são o atacante Leonardo e o camisa 10 Matheus Cassini, ambos blindados pelo clube. Recentemente, inclusive, um jornal espanhol fez matéria destacando o primeiro, o que só fez aumentar o cerco em torno do goleador.

De discurso firme e articulado por causa da "frequência na escola", como ele mesmo faz questão de explicar, o capitão Márcio é líder até na hora de organizar a foto que ilustra esta matéria, e não escapa de temas sérios.

– A gente tem o ataque eficiente, mas muitos atacantes bons. No mínimo seis. Seria injusto responsabilizar um só. Fomos todos treinados e estamos preparados. A gente fez uma campanha muito boa, perdemos só um jogo no Paulista inteiro, temos jogadores rápidos, habilidosos, de grupo, e conseguimos um número grande de gols. Devemos isso à comissão, à diretoria e a todo o grupo - explicou Márcio.

Sem se iludir com a vantagem de 2 a 1 obtida em Santos, o capitão do sub-17, que é jogador do Corinthians desde 2004, passou por dificuldades na infância e vive no alojamento do clube há dois anos, já fala como profissional:

– É merecimento, né?