icons.title signature.placeholder Jonas Moura
24/04/2014
08:04

Chegar à decisão da Superliga tanto no masculino quanto no feminino na mesma temporada é um feito do qual apenas dois clubes brasileiros podem se orgulhar. O mais recente a obter a marca foi o Sesi-SP, vice-campeão entre os homens este ano e candidato ao título entre as mulheres no próximo domingo, diante da Unilever.

Antes do time paulista, apenas o Minas Tênis Clube havia conseguido a mesma façanha. E duas vezes. Na temporada 1999/2000, o Telemig Celular/Minas foi campeão, enquanto o MRV/Minas terminou com o vice.

Já na edição 2001/2002, a festa foi completa. Tanto o elenco comandado por Cebola quanto a equipe da levantadora Fofão subiram ao lugar mais alto do pódio.

O Sesi-SP começou sua trajetória no vôlei masculino em 2009 e conquistou o seu primeiro e único título da Superliga logo na segunda temporada que disputou. Este ano, perdeu a decisão para o Sada Cruzeiro.

No feminino, a montagem de um time da modalidade só aconteceu em 2011. Agora, a equipe do técnico Talmo tenta uma conquista inédita em sua primeira final.

– No masculino há uma quantidade maior de jogadores. No feminino, é mais complicado. São menos atletas excelentes no mercado, que também é mais inflacionado. Está sendo maravilhoso conquistar esse feito – disse José Montanaro, gestor de vôlei do Sesi, ao LANCENet!

Mantido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Sesi-SP tem priorizado reforçar seus elencos no vôlei com brasileiros. Dos times de maior investimento que disputam a Superliga Feminina, é o único que não conta com estrangeiras no plantel. Já em outros esportes, como a luta olímpica e o rúgbi, o clube olha com atenção para o exterior.

– Quando não temos o know-how, buscamos lá fora. Mas no vôlei temos grandes jogadores e técnicos por aqui – afirmou Montanaro.

Técnico Talmo ao lado de Montanaro, gestor de vôlei do Sesi (Foto: Reprodução/Twitter)

 Bate-bola

José Montanaro
Gerente de vôlei do Sesi-SP, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net

Como avalia o feito obtido pelo Sesi no vôlei de alto nível?

Estar na final com homens e mulheres na mesma temporada, ou ser campeão, é consequência. O objetivo é sempre o de buscar as vitórias, otimizar os investimento e trazer jogadores que se enquadram no perfil da entidade. Queremos dar exemplos dentro e fora da quadra. Mas também sabemos que não dá para montar um time e sair ganhando tudo.

Há uma política no Sesi de não contratar atletas estrangeiros?

O Sesi é uma entidade mantida pela indústria brasileira. Dentro desse conceito, os investimentos procuram enfatizar os atletas daqui. Mas não é uma regra. Quando não temos o know-how, buscamos lá fora. É o caso da luta olímpica, que tem um treinador cubano, e do rugby, em que temos um convênio com o Consulado Britânico para trazer técnicos de lá.