icons.title signature.placeholder Frederico Ribeiro
22/12/2013
07:00

Foram 29 meses morando na Cidade do Galo, convivendo 24 horas com as missões profissionais. Estudando adversários, acompanhando o futebol mundial e esquentando a cabeça para mudar a história de uma entidade centenária. Ele chegou contestado, em uma época de luta contra o rebaixamento e, em dois anos e meio, transformou as lágrimas do torcedor do Atlético em choro de alegria por conta do maior título conquistado nos 105 de clube mineiro.

Cuca vai para o futebol chinês vislumbrado com a oportunidade de ganhar muito dinheiro e ter uma convivência mais próxima com a família. O desafio foi aceito ainda antes do Mundial. Se atrapalhou o Galo? O próprio presidente Alexandre Kalil não soube avaliar. De concreto foi que a renovação de contrato do treinador tinha a brecha de uma proposta internacional. E o prazo de validade que o comandate citava nas coletivas chegou.

– Sigo minha vida, desafio novo, etapa nova da minha vida, temos que tomar decisões junto com a família e vamos trabalhar forte na China para poder levar um pouco do futebol brasileiro para lá.

Ele não conseguiu fazer o Galo campeão do mundo, mas é um dos maiores treinadores da História do Alvinegro. Saindo pela porta da frente, o treinador não terá a chance de se despedir em grande estilo, já que nem deve voltar para Belo Horizonte após o Mundial. Mas deixou os agradecimentos para os momentos mais gloriosos da carreira.

– O Atlético tem um futuro promissor, uma base toda montada, calendário magnífico ano que vem e disputas interessantíssimas, contratou um grande treinador e a expectativa é de estar aqui no ano que vem também. Imagino que seja um ano bom para o Atlético-MG.

Cuca era um nome questionável quando desembarcou na Cidade do Galo naquele começo de agosto de 2011. Ele acaba de ser demitido pelo
Cruzeiro e pegava o time na zona de rebaixamento. Mas a qualidade de montar times deu resultado. Soube usar o Independência e personificou o sofrimento da torcida carente de títulos. Cuca foi um libertador e teve a liberdade para ir embora.

– Eu coloquei o Atlético na frente de tudo – avaliou o ex-técnico.