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31/03/2014
13:26

A crise instaurada na AUF (Associação Uruguaia de Futebol) pode acabar tirando a seleção uruguaia da Copa do Mundo. De acordo com o "Ovación Digital", caderno do tradicional jornal "El País" dedicada a esportes, a renúncia do presidente Sebastián Bauzá está sendo investigada pela Fifa, que suspeita de intervenção do governo do presidente José Mujica.

Caso isso tenha acontecido, a Fifa pode sancionar o Uruguai de várias formas, pois a intervenção de governos executivos em associações de futebol é expressamente proibida pela entidade internacional. A suspeita vem do fato de Mujica ter proibido a entrada de policiais no Parque Central e no Centenario, os dois principais estádios de Montevidéu. O policiamento ficará restrito apenas no entorno dos estádios.

Ainda segundo o "Ovación Digital", a Conmebol informou a Fifa que um grupo de empresários ligado ao governo de José Mujica teria pressionado Bauzá a renunciar à presidência. No entanto, o estatuto da AUF permite, em sua cláusula 19, que os clubes reunidos na Assembleia Geral podem pedir a renúncia do Comitê Executivo da Associação Uruguaia em caso de "dolo ou falta grave".

A crise iniciou após o cancelamento da partida entre Peñarol e Miramar Misiones, neste domingo. A Mutual Uruguaia, entidade que representa os jogadores, alegou falta de segurança para a realização do confronto justamente pela falta de policiais dentro do estádio Centenário. O Conselho Executivo da AUF aceitou a argumentação do sindicato. Isso fez explodir a ira do presidente do Nacional, Eduardo Ache, que se sentiu prejudicado pelo fato de seu clube ter jogado no sábado, contra o Liverpool, sob as mesmas condições.

Junto a isso, há ainda o conflito entre a Associação Uruguaia de Futebol e alguns clubes menores. Estes fizeram uma denúncia contra a Conmebol na Justiça uruguaia, questionando os repasses da verba relativa aos direitos de transmissão dos torneios continentais aos clubes. A entidade sul-americana já anuncia expedientes disciplinares contra as equipes.