icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira
09/06/2014
19:06

No calor senegalês (e sem vento) de Manaus, a Arena da Amazônia viveu um dia-chave. Nesta segunda-feria, a Polícia Federal e membros do Staff de segurança da Fifa fizeram uma reunião fechada com os responsáveis pela gestão do estádio e realizaram a vistoria final antes do início do Mundial.

No sambódromo de Manaus, que fica ao lado do estádio, ocorreu uma reunião com a Polícia Federal para definir os detalhes da segurança no dia dos jogos. Mas era dentro da Arena que estava o personagem mais importante.

Frenético, um senhor com os seus 60 anos estava acompanhado por quatro auxiliares, um segurança e um tradutor. Subia e descia as escadas do bem localizado setor de imprensa, sentava numa cadeira, gesticulava palavras em espanhol e inglês, deixando doido um voluntário escalado para traduzir o que ele falava. Tratava-se de Heyder Khan, responsável pela minunciosa vistoria  que a Arena da Amazônia passou nesta segunda-feira.

Ele se fixou muito na área de imprensa. Locais da tevê, escada de acesso para a tribuna dos jornalistas e zona mista das entrevistas, o corredor pelo qual os jogadores entrarão no estádio. Nada deixava de ter o seu crivo.

- Olha, rapaz, esse aí tem pique. É o cara da segurança para a Fifa. Está vendo pedacinho por pedacinho do estádio. Repara em tudo. Chegou aqui pela manhã e há horas está dando uma canseira danada na gente - disse um dos funcionários, que não quis se identificar, segundos antes de um membro do exército pedir (gentilmente, para deixar registrado) que a reportagem do L! deixasse o local, a pedido de Khan, o senhor da segurança da Fifa e que tudo vê.

AINDA EM OBRAS

Fora do estádio, alguns operários suavam em bicas tentando terminar a obra mais atrasada no local, um dos estacionamentos. Aterravam uma área que tudo indica que não estará pronta a tempo.

Dentro, tudo certo. Alguns auxiliares de limpeza faziam as últimas faxinas sem pressa, muitos operários esparramados no chão tirando um cochilo do almoço, os seguranças sempre gentis com os poucos profissionais da imprensa presentes ao estádio (a grossa maioria de técnicos de tevê), um jardineiro cuidando do gramando, um tanto quanto seco. Tudo numa tranquilidade que indica que, pelo menos dentro da Arena, aparentemente só falta a bola rolar.