icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
08/07/2014
19:00

Roberto Assaf - Colunista do LANCE!

Nem o mais genial roteirista de Hollywood seria capaz de traçar um roteiro que pudesse consumar a eliminação do Brasil para a Alemanha no intervalo do jogo, disputado dentro de casa. Não faz tempo, escrevi na minha coluna que essa era a pior Seleção Brasileira da história das Copas no pós-guerra. Dei a cara para apanhar. Mas eu não tinha dúvida, pois o time não estava jogando absolutamente nada, avançando graças a circunstâncias distintas.

O Brasil eliminou equipes que têm dificuldades para vencê-lo em Copa América, bateu em Camarões, um morto que caminhava, e a Croácia, com um pênalti dado pelo árbitro. A queda vai desmascarar definitivamente Luiz Felipe Scolari, e poderá abrir uma nova fase no nosso futebol, quem sabe um modelo, dentro e fora do campo, semelhante ao da... Alemanha.

E houve quem acreditasse no hexa. Mas não há milagre completo no esporte quando existem adversários mais poderosos. Brasil, rumo ao hexa, na Rússia, em 2018.

> Confira como foi o jogo Brasil x Alemanha, minuto a minuto
> Leia também a crônica da partida: "Brasil sofre a maior derrota de sua história"
> VEJA: galeira de fotos da derrota histórica do Brasil
> Imprensa argentina não perdoa e debocha da Seleção ainda no primeiro tempo

Julio Cesar pouco conseguiu fazer diante do apagão da Seleção diante da Alemanha (Foto: Pedro Ugarte/AFP)

Luiz Fernando Gomes - Editor-Chefe do LANCE!

É um time jogando contra um bando. De uma vez por todas fica a lição de que futebol é treino, persistência, tática e técnica. Não há mais espaço para motivadores como Felipão que acham que o pagode do Edilson vai ganhar o jogo. Que pelo menos a gente mude daqui pra frente.

Guilherme Gome - Editor do LANCE!

UM BANDO CONTRA UM TIME FORTE: VERGONHA!

Não foi uma eliminação do Brasil em uma Copa. Foi um massacre, um chocolate. Antes de dar vergonha da Seleção Brasileira, deu dó. Foi um bando que joga aos trancos e barrancos contra uma equipe organizada taticamente.  Os gols saíram naturalmente. A Alemanha nem parecia fazer força para fazê-los. O Brasil parecia um time de escola enfrentando uma equipe profissional. Patético. Vergonhoso. Triste.

NENHUMA seleção pode sofrer cinco gols em menos de 30 minutos numa Copa do Mundo. Nem o Tahiti. Muito menos a Seleção Brasileira. E numa semifinal? Não importa os desfalques. Thiago Silva fez mais falta do que Neymar. Mas mesmo com ambos em campo o destino seria o mesmo.

Felipão errou do começo ao fim. Errou na convocação, errou na escalação, na substituição, no discurso, na psicóloga. Agarrou-se a uma pífia conquista na Copa das Confederações e morreu abraçado com Fred, Oscar, Hulk. Bernard & cia.

"Brasil levou dois gols por causa de erros de passes", diz Carlos Alberto Vieira, editor do L! (Foto: Odd Andersen/AFP)

Carlos Alberto Vieira - Editor do LANCE!

Vimos os piores 30 minutos da história do futebol brasileiro. Levamos cinco gols e o Brasil  escreveu a sua página mais negra no futebol. A Alemanha era uma seleção organizada e encarou um bando que não sabia o que fazer. Que tomou dois gols por causa de erros de passes (Marcelo e Hulk)  que geraram contra-ataques.

Levamos gols de pelada, quando um time muito superior arrasa a mosquinha morta. As ausências de Thiago Silva e de Neymar foram sentidas? Claro. Mas a Seleção não poderia ser um nada por não ter dois jogadores importantes. Sabe aquela derrota de 1950, a pior da nossa história?
Esquece, presenciamos nesta terça-feira em Belo Horizonte algo que nunca poderiamos imaginar. O Maracanazzo doeu. Mas o primeiro tempo do Mineirazzo foi humilhação.

Kroos festeja: balançou a rede brasileira duas vezes (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

Valdomiro Neto - Editor do L!Net

Goleada de futebol brasileiro da Alemanha. Futebol que ficou no imaginário. Lembra da decisão de 70, o vareio da Amarelinha na Itália? Pois a Alemanha fez isso com o Brasil. Não houve, é verdade, a magia do time de Pelé, Rivellino, Gerson e Tostão, mas o toque de bola sim. Resultado histórico para fazer repensar o futebol brasileiro e o que queremos ser no futuro. A Alemanha, com posse de bola, organização e definição.


Carlos Eduardo Sangeneto - Editor do L!Net

Difícil aceitar, difícil engolir, difícil acreditar. O que vimos em Belo Horizonte nesta terça-feira foi histórico e ficará marcado na cabeça de 200 milhões de brasileiros, superando até mesmo o Maracanazzo, quando éramos 50 milhões. Um trauma quatro vezes maior. Mas devemos louvar esta Alemanha, por que não?

Caímos feito bobos na sua armadilha. Vieram carismáticos, curtiram o país e na hora da verdade, mostraram toda sua frieza num Mineirão lotado, na Copa do país pentacampeão e nos engoliram com cinco gols em 30 minutos. Que esta seja a humilhação deste Mundial e que os alemães levantem o tetra no Maracanã. Que o destino tenha misericórdia e não nos reserve algo ainda pior que isso...

Pela segunda vez, torcedor brasileiro não vê sua Seleção levar o título em casa (Foto: Cleber Mendes/L!Press)

Ana Luiza Prudente - Editora da L!TV

As ausências de Neymar e Thiago Silva só escancararam o que já vinha se anunciando. A Seleção Brasileira não tem mais o futebol tão amirado e celebrado de outrora e não é de hoje.Felipão foi chamado para repetir a fórmula de 2002, mas faltaram os  "Rs" em campo, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.

Não dá mais para maquiar a falta de um esquema tático com talentos isolados. O baque é grande, mas de uma certa forma, bem-vindo. A Copa das Copas virou a Copa do maior fiasco da história da Seleção e isso tem de servir ao menos para uma mudança na estrutura do futebol brasileiro.