icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
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01/07/2013
07:11

A vitória por 3 a 0 diante da Espanha no domingo, no Rio de Janeiro, na decisão da Copa das Confederações, fechou com chave de ouro a participação da Seleção Brasileira na competição. Após cinco partidas, o Brasil teve uma campanha incontestável: cinco vitórias, 14 gols marcados, três sofridos e triunfos diante de equipes fortes, como Itália, Uruguai e Espanha.

Um campeonato que vai ficar para a história do futebol brasileiro e que marcou o tetracampeonato no torneio. Mas o que foi fundamental para os brasileiros saírem do Maracanã com o título? Neymar, Fred, Felipão, a torcida? Tudo isso e muito mais. Confira:

1- Volta do paredão
Muitos questionaram o retorno de Julio Cesar ao gol da Seleção Brasileira. Após a disputa da Copa América de 2011, o goleiro foi deixado de lado pelo então técnico Mano Menezes. Só voltou com o retorno de Felipão. Correspondeu. Foi constante durante toda a competição. Na semifinal contra o Uruguai, defendeu um pênalti cobrado por Forlán ainda no início, quando a partida estava 0 a 0. Na decisão diante da Espanha, fez pelo menos duas boas defesas no segundo tempo. Após falhar na Copa do Mundo de 2010 nas quartas de final contra a Holanda, volta a viver uma grande fase. E está doido para buscar o Mundial em 2014.

2- Defesa consistente
Thiago Silva e David Luiz assumiram de uma vez por todas a posição de líderes da defesa do Brasil. Durante a Copa das Confederações, foram três falhas: no primeiro gol da Itália na última partida da primeira fase, no pênalti cometido por David Luiz em cima de Lugano contra o Uruguai e no gol uruguaio marcado por Cavani após erro na saída de bola de Thiago Silva. Mesmo assim, como Julio Cesar, mostraram constância. Em cinco partidas, a Seleção sofreu apenas três gols. E ainda segurou a Espanha na decisão. Ou alguém vai esquecer o lance em que o camisa 4 tirou uma bola em cima da linha após chute de Pedro quando o jogo estava 1 a 0?

3- Volante-artilheiro
A frase de Felipão antes da Copa das Confederações ficou marcada, quando ele disse que volante que marca gols é importante apenas para a imprensa. O treinador sabe que se equivocou. Tanto que armou um esquema para Paulinho jogar com liberdade. A entrada de Luiz Gustavo para proteger a zaga liberou o camisa 18. E ele aproveitou a oportunidade. Chegou com perigo no ataque e marcou dois gols durante a Copa das Confederações. E ainda deu belo lançamento para Neymar no lance do primeiro gol da semifinal contra o Uruguai. Foi coroado como o terceiro melhor atleta da competição, atrás somente de Iniesta e Neymar. Se tivesse sido o primeiro, também seria merecido.

4- Neymar
É até cansativo dizer, mas Neymar brilhou durante a competição. Pegou a camisa 10 da Seleção Brasileira e não sentiu o peso. Resultado: marcou quatro gols, recebeu a chuteira de bronze como o terceiro artilheiro do torneio, foi considerado o melhor em campo em quatro das cinco partidas do Brasil e ainda recebeu a Bola de Ouro, como o melhor da Copa das Confederações. Recém-negociado com o Barcelona (ESP), o jogador parece ter tirado um peso de suas costas e jogou com tranquilidade. Liderou o Brasil e provou realmente ser a esperança na luta pelo título mundial em 2014.

5- Fred
Artilheiro, oportunista, goleador... Esses e tantos outros adjetivos podem ser usados para falar sobre Fred. Após perder espaço com Mano Menezes, o camisa 9 retornou ao time com Mano Menezes. Ganhou a disputa com Luis Fabiano, Leandro Damião, Alexandre Pato e, por último, Jô. O atacante até começou a competição em baixa ao passar em branco nas duas primeiras partidas, contra Japão e México. Mas foi diante dos adversários mais importantes que ele resolveu brilhar. Foram dois gols diante da Itália, um contra o Uruguai e mais dois em cima da Espanha, na decisão. Não poderia ter sido melhor. Fred garantiu a chuteira de prata como o segundo artilheiro da competição, apesar de ter marcado o mesmo número de gols do espanhol Fernando Torres. Mas isso pouco importa. O que vale é que ele carimbou a vaga na Copa de 2014. E foi merecido.

6- Felipão
Não dá para tirar os méritos do treinador na conquista do tetracampeonato da Copa das Confederações. Criticado por muitos em seu retorno à Seleção, o técnico provou ser pé-quente e vencedor. O comandante brasileiro fechou um time titular, liberou Paulinho, Neymar e Fred para jogarem livres e soube parar os adversários, mesmo quando eles eram superiores. Na decisão, a equipe não deu espaços para a Espanha. Marcou forte e com firmeza do início ao fim. E saiu de campo vitoriosa. Com o estilo tão adorado por Felipão. Ah, o treinador conquistou os dois principais campeonatos entre seleções de maneira invicta: sete vitórias na Copa de 2002 e cinco triunfos na Copa das Confederações de 2013.

7- Torcida
Um show. Dessa maneira pode ser destacado o "desempenho" da torcida nos jogos do Brasil. Se alguns temiam algumas vaias, isso ficou longe. Os torcedores apoiaram a Seleção Brasileira do início ao fim das partidas. E sempre fez uma grande festa. Vai ficar marcado a reação do público antes dos jogos, durante a execução do Hino Nacional. A Fifa tem um protocolo e o Hino só pode ser executado por alguns segundos? Pouco importa. A torcida puxou a última parte e contou até o fim. E os jogadores entraram na onda. Foi de arrepiar.

A vitória por 3 a 0 diante da Espanha no domingo, no Rio de Janeiro, na decisão da Copa das Confederações, fechou com chave de ouro a participação da Seleção Brasileira na competição. Após cinco partidas, o Brasil teve uma campanha incontestável: cinco vitórias, 14 gols marcados, três sofridos e triunfos diante de equipes fortes, como Itália, Uruguai e Espanha.

Um campeonato que vai ficar para a história do futebol brasileiro e que marcou o tetracampeonato no torneio. Mas o que foi fundamental para os brasileiros saírem do Maracanã com o título? Neymar, Fred, Felipão, a torcida? Tudo isso e muito mais. Confira:

1- Volta do paredão
Muitos questionaram o retorno de Julio Cesar ao gol da Seleção Brasileira. Após a disputa da Copa América de 2011, o goleiro foi deixado de lado pelo então técnico Mano Menezes. Só voltou com o retorno de Felipão. Correspondeu. Foi constante durante toda a competição. Na semifinal contra o Uruguai, defendeu um pênalti cobrado por Forlán ainda no início, quando a partida estava 0 a 0. Na decisão diante da Espanha, fez pelo menos duas boas defesas no segundo tempo. Após falhar na Copa do Mundo de 2010 nas quartas de final contra a Holanda, volta a viver uma grande fase. E está doido para buscar o Mundial em 2014.

2- Defesa consistente
Thiago Silva e David Luiz assumiram de uma vez por todas a posição de líderes da defesa do Brasil. Durante a Copa das Confederações, foram três falhas: no primeiro gol da Itália na última partida da primeira fase, no pênalti cometido por David Luiz em cima de Lugano contra o Uruguai e no gol uruguaio marcado por Cavani após erro na saída de bola de Thiago Silva. Mesmo assim, como Julio Cesar, mostraram constância. Em cinco partidas, a Seleção sofreu apenas três gols. E ainda segurou a Espanha na decisão. Ou alguém vai esquecer o lance em que o camisa 4 tirou uma bola em cima da linha após chute de Pedro quando o jogo estava 1 a 0?

3- Volante-artilheiro
A frase de Felipão antes da Copa das Confederações ficou marcada, quando ele disse que volante que marca gols é importante apenas para a imprensa. O treinador sabe que se equivocou. Tanto que armou um esquema para Paulinho jogar com liberdade. A entrada de Luiz Gustavo para proteger a zaga liberou o camisa 18. E ele aproveitou a oportunidade. Chegou com perigo no ataque e marcou dois gols durante a Copa das Confederações. E ainda deu belo lançamento para Neymar no lance do primeiro gol da semifinal contra o Uruguai. Foi coroado como o terceiro melhor atleta da competição, atrás somente de Iniesta e Neymar. Se tivesse sido o primeiro, também seria merecido.

4- Neymar
É até cansativo dizer, mas Neymar brilhou durante a competição. Pegou a camisa 10 da Seleção Brasileira e não sentiu o peso. Resultado: marcou quatro gols, recebeu a chuteira de bronze como o terceiro artilheiro do torneio, foi considerado o melhor em campo em quatro das cinco partidas do Brasil e ainda recebeu a Bola de Ouro, como o melhor da Copa das Confederações. Recém-negociado com o Barcelona (ESP), o jogador parece ter tirado um peso de suas costas e jogou com tranquilidade. Liderou o Brasil e provou realmente ser a esperança na luta pelo título mundial em 2014.

5- Fred
Artilheiro, oportunista, goleador... Esses e tantos outros adjetivos podem ser usados para falar sobre Fred. Após perder espaço com Mano Menezes, o camisa 9 retornou ao time com Mano Menezes. Ganhou a disputa com Luis Fabiano, Leandro Damião, Alexandre Pato e, por último, Jô. O atacante até começou a competição em baixa ao passar em branco nas duas primeiras partidas, contra Japão e México. Mas foi diante dos adversários mais importantes que ele resolveu brilhar. Foram dois gols diante da Itália, um contra o Uruguai e mais dois em cima da Espanha, na decisão. Não poderia ter sido melhor. Fred garantiu a chuteira de prata como o segundo artilheiro da competição, apesar de ter marcado o mesmo número de gols do espanhol Fernando Torres. Mas isso pouco importa. O que vale é que ele carimbou a vaga na Copa de 2014. E foi merecido.

6- Felipão
Não dá para tirar os méritos do treinador na conquista do tetracampeonato da Copa das Confederações. Criticado por muitos em seu retorno à Seleção, o técnico provou ser pé-quente e vencedor. O comandante brasileiro fechou um time titular, liberou Paulinho, Neymar e Fred para jogarem livres e soube parar os adversários, mesmo quando eles eram superiores. Na decisão, a equipe não deu espaços para a Espanha. Marcou forte e com firmeza do início ao fim. E saiu de campo vitoriosa. Com o estilo tão adorado por Felipão. Ah, o treinador conquistou os dois principais campeonatos entre seleções de maneira invicta: sete vitórias na Copa de 2002 e cinco triunfos na Copa das Confederações de 2013.

7- Torcida
Um show. Dessa maneira pode ser destacado o "desempenho" da torcida nos jogos do Brasil. Se alguns temiam algumas vaias, isso ficou longe. Os torcedores apoiaram a Seleção Brasileira do início ao fim das partidas. E sempre fez uma grande festa. Vai ficar marcado a reação do público antes dos jogos, durante a execução do Hino Nacional. A Fifa tem um protocolo e o Hino só pode ser executado por alguns segundos? Pouco importa. A torcida puxou a última parte e contou até o fim. E os jogadores entraram na onda. Foi de arrepiar.