icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
07/07/2014
09:04

Luiz Felipe Scolari voltou a agir nos bastidores e convocou novamente dois pentacampeões para combater a ansiedade e qualquer sinal de tristeza no grupo do Brasil para a decisão contra a Alemanha, nesta terça-feira. Depois de conversarem com os jogadores antes da partida contra a Colômbia, Edilson e Vampeta estarão presentes em Belo Horizonte com a responsabilidade de motivar os atletas.

O chamado de Felipão aconteceu na semana passada em caráter de urgência. A onda de choro após a classificação diante do Chile e o possível abalo emocional dos selecionáveis preocupavam o técnico.

– Foi por isso mesmo que ele chamou. Estava um clima meio triste e a galera preocupada. Nada melhor, então, do que vir alguém de fora que já passou por isso e passar a palavra a todos os jogadores, que são muito jovens – disse Edilson em entrevista concedida ao LANCE!.

A descontração e irreverência peculiares ao perfil dos ex-jogadores não são os únicos fatores que pesaram na escolha de Felipão para recorrer à dupla. A experiência da final contra a Alemanha em 2002 também é algo relevante neste momento.

– É o mesmo clima. Lembro daquele ano e é a mesma situação, mas tem a vantagem, agora, de jogar em casa. O apoio será de 90% do estádio com a torcida empurrando o time. Ela faz diferença e o adversário fica com medo – destacou.

A experiência no primeiro contato com o grupo antes do jogo em Fortaleza, na sexta-feira passada, ao menos em termos de resultado, pode ser considerada positiva.

Apresentado ao grupo antes daquele jogo, Edilson disse que procurou adotar um discurso simples e falar a linguagem com a qual o jogador já está habituado.

– Antes do almoço, Felipão estava comigo quando os jogadores estavam reunidos. A única coisa que falei foi dizer que respeitávamos, mas não poderíamos ficar fora da Copa por causa da Colômbia, ainda mais jogando em casa. Todos concordaram e foram para o jogo – contou.

Apesar do cenário de tristeza por causa do corte de Neymar, Edilson acredita que o grupo já superou a perda do atacante e precisa mostrar alegria em campo justamente para alcançar o que foi pedido pelo camisa 10: o título da Copa.

– Está todo mundo triste por causa do Neymar, mas já passou. A esperança de ser hexa ainda continua. Todo mundo ali tem de fazer o melhor para homenagear Neymar, ganhando o Mundial. Não tem muito o que falar sobre isso. Tem de jogar por ele – pediu o ex-jogador.

Edilson dita ritmo no ônibus

A presença de Edilson e Vampeta não ficou restrita à concentração. Os ex-jogadores acompanharam a delegação no ônibus no caminho para a Arena Castelão e o Capetinha foi quem puxou o tradicional pagode antes do jogo. No Mineirão, o ex-atacante promete manter o ritmo com uma novidade

- Vamos levar algumas coisas bacanas. Levarei meu banjo para fazer um sambão no fundo do ônibus e preparar uma música de incentivo - disse Edilson.