icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
27/06/2014
12:44

Luiz Felipe Scolari terminou a entrevista coletiva desta sexta-feira, no Mineirão, com os olhos um pouco marejados, emocionado com as palavras do seu capitão, Thiago Silva. O zagueiro, que foi ao estádio para a entrevista pré-jogo e caminhou no campo, visualizando o duelo deste sábado, fechou a coletiva exaltando o chefe ao ser questionado se era possível controlar a ansiedade para a decisão.

- Desligar é impossível. O pensamento é constante, mesmo meses antes, o pensamento era no PSG e na Seleção. É um ano diferente. Impossível se desligar. Estava falando com o Felipão no campo, é uma situação complicada, temos de controlar esse nervosismo. No primeiro jogo (da Copa), não parecia que era o Thiago Silva. Estava nervoso, mas acontece. Tivemos uma palavra no vestiário, esse cara aqui do lado é especial, está ali sempre. Não tem como não me emocionar, vou até para de falar se não me emociono - disse Thiago, sentado ao lado do comandante durante a conversa com a imprensa.

Felipão não revelou o time que vai enfrentar o Chile. Na quinta, ele lançou Fernandinho, que ganhou a vaga de Paulinho no meio de campo. E também testou Maicon e Ramires nos lugares de Daniel Alves e Hulk, respectivamente. David Luiz sentiu as costas no treino e foi substituído por Dante.

- Já está resolvido. Vou entrar com 11, pode acreditar. Maicon, Daniel, David Luiz, alguém vai jogar... Ramires pode jogar de lateral. O time está montado, mas isso é quando chegar a hora. Não vou antecipar. Não se passa antecipado porque temos treino, pode acontecer alguma coisa. Tenho 23. Eu escolho 11 amanhã - afirmou o treinador, que comanda treino às 13h, em Belo Horizonte.

Scolari, pentacampeão com o Brasil em 2002 e quarto lugar com Portugal em 2006, admitiu que a tensão antes de um jogo eliminatório de Copa do Mundo é diferente. Vencedor neste formato de competição, no entanto, ele sabe quais são as estratégias para fazer com que a equipe entre preparada.

- Eu uso como tenho usado na maioria do tempo que sou treinador de futebol. Temos algumas estratégias, muitas vezes aceleramos um processo, monta uma ideia sobre o adversário. Dependendo do grupo, tiramos a pressão. Depende de como a equipe está jogando. Temos mostrado tudo o que é o potencial do Chile, e valorizar os nossos com vídeos, detalhes, dar aos mais jovens incumbência normal de que eles não precisam provar mais nada. Foram escolhidos para representar o Brasil, temos deixá-los tranquilos. Com um outro tem um carinho maior, uma insistência maior, que faz parte da minha análise - disse.

Felipão e Thiago Silva andaram no campo do Mineirão antes da entrevista. Para preservar o gramado, o time não foi ao estádio, como é costume antes dos jogos.

- Nós entramos para ver o campo. A gente foi falando, algumas coisas mexem com nosso dia a dia. Mesmo que a gente tenha experiência. O primeiro jogo sente diferente. É normal que a gente sinta e tenha algum incômodo, ansiedade, quando começa o mata-mata. Não podemos errar. Você fica envolvido de forma diferente, mais assustado, mais nervoso, o que é normal de competição.

- Não por ser no Brasil. A cada fase que passa, a chance de chegar à final aumenta. Tem uma série de detalhes e treinamentos. O que vou dizer ou não, é ali que me sinto sozinho e inseguro. Quando estou com eles, não. São sempre situações boas, passando minha confiança. Ninguém em são consciência fica tranquilo. É o início do jogo, primeiro chute, primeiro passe. Semblante, sempre dá aquela coisa quando começa o jogo. Mesmo no Japão, com Portugal, e com os jogadores provavelmente seja a mesma coisa - afirmou Felipão.