icons.title signature.placeholder Maurício Oliveira, Michel Castelar e Thiago Salata
11/07/2014
19:07

O técnico Luiz Felipe Scolari ainda não decidiu o que fará depois do jogo contra a Holanda, que decide o terceiro lugar na Copa do Mundo. Apesar de o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero (que assumirá o cargo em abril de 2015), ter dito que, por ele, Felipão continua na Seleção Brasileira, o futuro ainda não está decidido. Já ainda presidente da CBF, José Maria Marin, desconversou sobre o futuro do técnico.

Segundo Felipão, o trabalho será encerrado após a partida deste sábado, no Mané Garrincha, em Brasília (DF). A partir daí, discutirá se haverá um novo ciclo, embora ele não diga o que pretende fazer.

- Meu trabalho começou (em 2013) e termina após o último jogo da Seleção na Copa. Vou entregar meu relatório e o presidente (José Maria Marin) e o Marco Polo vão conversar e vamos ver o que vai acontecer. Eles vão ver o que está errado ou certo. Sei que em um ano e meio tivemos uma série de situações muito boas. Não sei como as pessoas podem ver só o resultado de um jogo. Mas não quero fazer apologia ou defesa porque queria chegar à final e não cheguei. Estou em débito com aqueles que acreditaram. Poderíamos ter chegado mais longe, mas não vejo como negativo, a não ser pelo resultado que foi catastrófico – disse Felipão.

- O que eu converso no dia a dia é sobre o trabalho da minha equipe neste momento. Não vou me manifestar antes do jogo deste sábado. Vamos buscar o terceiro - completou.

Questionado se há clima para continuar depois dos 7 a 1 contra a Alemanha, a maior goleada sofrida em cem anos de história da Seleção, Felipão mostrou certa irritação.

- Não vou dizer se tem clima ou não. Não vou discutir isso agora, ainda mais com jornalistas. Mas se vocês soubessem o apoio que recebemos nas ruas, pensariam diferente - respondeu.

O técnico disse ainda, em tom irônico, que a primeira coisa que fará depois da Copa é pagar contas atrasadas.

- Vou ajeitar minha vida particular que ficou deixada de lado nesses 45 dias de preparação e disputa da Copa. Vou conversar com a família, explicitar situações, como me comportei com jogadores, com o público, e o que aconteceu. Depois seguir minha vida normalmente. Nada será igual porque o que vivi acrescentou muito à minha vida.