icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
07/11/2013
15:10

Na terça-feira, após vencer Richard Gasquet, Novak Djokovic criticou duramente a Agência Mundial Antidoping (Wada) e o sistema de controle. O sérvio estava furioso pela pena de 12 meses aplicada ao amigo e compatriota Viktor Troicki que só fez o exame um dia após o solicitado no Masters 1.000 de Monte Carlo, em maio.
 
Na ocasião, ele alegou estar se sentindo mal para dar uma amostra de sangue e foi autorizado pela pessoa responsável pelo controle. Ainda assim, acabou punido, mesmo com a amostra não apontando nenhum indício de substância ilegal.

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Nesta quinta-feira, quando questionado se concordava com as declarações de Djokovic, Federer declarou:
 
- Eu confio no sistema. Penso que eles (responsáveis) pelo controle são muito profissionais. Acredito que quando você é solicitado para fornecer uma amostra, você tem de fornecê-la. Não me importa quão mal você se sinta. No outro dia, não é mais um teste, porque qualquer coisa pode ter acontecido de noite  - disse Federer.
 
O suíço ressaltou ainda que são necessárias as realizações de mais testes, para que o tênis seja o mais limpo possível.
 
- Eu acho que não somos testados o bastante.  Eu não fui testado na Basileia (ATP 500, há duas semanas). Não fui testado em Paris (Masters 1.000, na semana passada). Aqui, fui testado depois do primeiro jogo. Sinto que são necessários mais testes. Sei que o orçamento pode ser pequeno muitas vezes, é verdade. Mas é necessário - afirmou.
 
- Sinto que antigamente era mais testado. Eu fui testado 25 vezes em 2003, 2004. Desde então, este número tem diminuído a cada temporada. E isso para mim não está bem. No ano passado, quando ganhei em Dubai, Rotterdam e Indian Wells não fui testado uma vez sequer. Isso é algo que me incomoda - concluiu.

O repórter viaja a convite da ATP