icons.title signature.placeholder Jonas Moura
21/03/2014
09:43

Mesmo quando título algum está em jogo, Talita é respeitada como uma veterana das areias. Atual campeã do Circuito Mundial, ao lado de Taiana, ela não tem mais chances de conquistar o Circuito Banco do Brasil este ano. A briga está restrita a Ágatha/Bárbara e Juliana/Maria Elisa. Aos 31 anos, o discurso da melhor atacante do mundo em 2013 já começa a se voltar para a vida pós-areias.

Casada com Renato França, técnico de Pedro Solberg, ela almeja uma nova fase. Ter filhos, mudar de rotina, tudo está sendo cogitado para quando o atual Ciclo Olímpico se encerrar, nos Jogos do Rio em 2016. 

- No próximo ciclo estarei brigando pelos atletas só. Se pedirem minha opinião, darei com o maior prazer. Estar dentro das quadras será muito difícil. Faço faculdade de Educação Física. Já tranquei várias vezes, mas estou num processo de descobertas. Não quero parar de jogar e só depois pensar no que fazer. Não pretendo ser técnica. Algo como dirigente já é uma possibilidade. Mas não tenho nada definido ainda - disse.

Com 1,81m, altura baixa para os padrões atuais, Talita contou com o incentivo de Toroca, atual presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para se aventurar nas areias. Em Maceió, onde acontece a última etapa do Circuito Banco do Brasil neste fim de semana, ela morou entre 1998 e 2001, viveu parte marcante de sua juventude e trocou definitivamente as quadras pela praia.  

- Tinha 16 anos quando vim para cá. No início foi difícil. Às vezes as pessoas não entendem, mas é outro esporte, outro voleibol. Acho que não conseguiria de forma alguma jogar uma Olimpíada com essa altura como central. Hoje vejo que foi a melhor opção - afirmou a sul-mato-grossense.

Talita/Taiana ocupam a terceira colocação no ranking brasileiro e dificilmente serão ultrapassadas até o fim da etapa de Maceió. Na próxima segunda-feira, elas já se apresentam à Seleção Brasileira em Saquarema para o início de prepração visando ao Circuito Mundial. Os primeiros compromissos serão o Open de Fuzhou, de 22 a 27 de abril, e o Grand Slam de Xangai, de 29 de abril a 4 de maio, ambos na China.

* O repórter viaja a convite da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).