icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
30/03/2014
07:05

Deymes, Lauro e Luigi formam a turma do amendoim (ou do churrasco) bem humorada que atormenta Bruno César, uma das boas opções ofensivas do Palmeiras às 18h30 deste domingo contra o Ituano, no Pacaembu, onde o Verdão pode garantir vaga na final do Paulista.

Amigos do meia desde a infância em Americana (SP), os três são palmeirenses fanáticos. Por isso, pediram para Bruno escolher o Palestra Itália como destino ao deixar o Oriente Médio. Agora, a exigência é pelo primeiro gol com a camisa alviverde – e com aposta em jogo.

– A cobrança deles está maior até do que dos outros torcedores do Palmeiras. Eles falam que eu ainda não estou com cheiro de gol. Então vou concentrar um pouco mais com o Kardec, porque ele está com cheiro de gol (risos). Vale a brincadeira, estou tranquilo com relação a isso e no momento certo vai sair. Vou falar para eles me pagarem um churrasquinho quando eu marcar, porque eles apostaram. Já está combinado – disse ao LANCE!Net, citando um dos artilheiros do Estadual, com nove gols.

Com bom humor, Bruno César costuma conversar com o trio pelo WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas para smartphone. Residentes do interior, os parceiros de longa data enviam fotos mostrando onde vão assistir às partidas do Palmeiras. Hoje, o camisa 30 espera por Deymes e Luigi no Pacaembu.

Bruno César já escolheu a jogada com que pretende balançar a rede pela primeira vez pelo Verdão e presentear os amigos e a torcida.

– Tem de ser na minha característica principal, acertando um belo chute de fora da área. Vou tentar sempre, em todos os jogos.

No retorno ao Brasil, Bruno César sofreu com a balança antes de reestrear. No decorrer do um ano que passou na Arábia Saudita, defendendo o Al-Ahli, abusou do fast-food e voltou acima do peso. E agora, está liberado para o churrasco?

– Terminei a última partida com 80 kg, meu peso ideal, então já posso comer um churrasquinho – avisou ele, com oito jogos disputados.

Bruno César como churrasqueiro (Foto: Eduardo Viana)

Confira um bate-bola exclusivo com o camisa 30

LANCE!Net: Como o Palmeiras se preparou para encarar essas decisões?
A preparação vem desde o começo do ano, desde a pré-temporada que infelizmente eu não pude fazer. Nós temos um objetivo que é chegar à final. Falta um jogo para nós chegarmos e estamos preparados, ainda mais agora que chegamos perto de onde nós queremos. Mas não adianta chegar aonde estamos e não ganhar ganhar o título. O Kleina, o time e a torcida do Palmeiras estão preparados para tudo isso que vai acontecer.
 
L!Net: O que fazer para não perder o foco e pensar em final contra o Santos?
O favoritismo claro que é dos grandes, pela campanha que Palmeiras e Santos fizeram, mas sabemos que Penapolense e Ituano têm seus méritos por terem chegado até a semifinal. Não foi por acaso. O Penapolense tirou o São Paulo dentro do Morumbi, e o Ituano tirou o Botafogo em Ribeirão. Dois jogos complicados, eles mereceram e temos de respeitar isso. Sempre tivemos foco no objetivo e não podemos perdê-lo agora. Nós não podemos vacilar, porque vamos ter o apoio da torcida durante os 90 minutos, como aconteceu contra o Bragantino.

L!Net: Qual é o segredo do Palmeiras para vencer se sagrar campeão?
Nosso time teve muita rotatividade e quem entrou foi muito bem. O time ficou muito mais ofensivo no último jogo do que contra a Ponte Preta e diante do Santos. Com a entrada do Wesley, nós ganhamos muito mais ofensivamente. Com Eguren, a marcação fica um pouco recuada e todos têm de correr e se dedicar sempre.

L!Net: Com Wesley, Kleina exige mais de você na marcação, né?
Verdade. Tanto é que contra o Bragantino foi um dos jogos em que mais ajudei a marcar o adversário e não tive tão perto do gol. Taticamente fui muito bem, acompanhei sempre o lateral e o volante. Todos estão bem: Wesley, Valdivia, eu, o Kardec foi decisivo outra vez. Por isso que está dando certo, mas o mais importante é ganhar títulos.

L!Net: Como é a relação com Valdivia?
Dentro do campo sempre procuramos um o outro para criar jogadas. Fora de campo, o Valdivia é um cara tranquilo, eu também sou. A nossa relação continua a mesma, e o importante é nós nos darmos bem dentro de campo.