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23/02/2015
16:18

A caótica situação do Parma não é uma novidade no futebol mundial. Clubes tradicionais como Napoli e Fiorentina, da Itália; Rangers, da Escócia; Racing, da Argentina; e Deportivo La Coruña já passaram pelo mesmo problema e foram rebaixados a divisões inferiores após serem decretados falidos.

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PARMA

Mas o Parma é reincidente. Em 2004, o fim do patrocínio milionário da Parmalat - que foi decretada falida - levou o tradicional clube italiano à bancarrota após o período mais glorioso de sua história, com oito títulos em dez anos. Beneficiado pela 'Lei Marzano' - que visava a proteger empresas em dificuldades financeiras, mesmo em funcionamento, enquanto se reestruturam suas dívidas -, o Parma foi mantido na Série A, mas vendeu jogadores, como Gilardino e Bonera. Viria a ser rebaixado em 2008.


Paolo Canavarro fazia parte do elenco do Parma em 2004 (Foto: Arquivo LANCE!)

NAPOLI

O Napoli não teve a mesma sorte que o Parma. O clube do sul da Itália foi rebaixado à Série C quando foi decretado falido em agosto de 2004 - já estava na segunda divisão italiana - e deixou de existir. Mas com os esforços do produtor cinematográfico Aurelio de Laurentiis, o clube ressurgiu, com o nome de Napoli Soccer. Quase dois anos depois, o ex-time dos craques Maradona e Careca regressou ao seu antigo nome Società Sportiva Calcio Napoli. Mas só voltou à primeira divisão em 2007/2008 após galgar das camadas inferiores.


Napoli, onde já jogou Maradona, faliu na década de 2000 (Foto: Arquivo LANCE!)

FIORENTINA

Em 2002, outro clube italiano foi vítima de má administração. A Fiorentina foi considerada falida e fechou as portas. Mas foi rebatizada de Florentia Viola e teve que passar pela terceira divisão do futebol italiano. A crise financeira fez o time de Florença vender grandes jogadores, como o português Rui Costa e o goleiro Francesco Toldo.


Rui Costa foi vendido após falência da Fiorentina (Foto: Arquivo LANCE!)

RACING CLUB

A falência não atingiu somente equipes da Itália. O tradicional Racing Club, de Avellaneda, na Argentina, sentiu na pele um processo de falência. O clube teve que mudar de nome e passou a se chamar Blanquiceleste S.A., dirigido por Fernando Martín. Foi a primeira equipe argentina administrada por uma empresa. Em dez anos, ele foi obrigado a pagar cerca de 65 milhões de dólares e ainda conseguiu um título argentino, na temporada 2001/2002. Mas foi uma exceção. No período, conviveu com fugas do rebaixamento, atraso nos salários e até greve de jogadores. Também amargou a segunda divisão devido aos problemas financeiros. Mas conseguiu voltar a se chamar Racing, para a alegria de sua fanática torcida.


Campeão Argentino em 2014, Racing já teve que mudar de nome (Foto: Alejandro Pagni/ AFP)

RANGERS

Eterno rival do Celtic, o Glasgow Rangers deixou de existir em 2012. O maior campeão da Escócia teve sua falência decretada após acumular dívidas de 27 milhões de euros. Com a quebra, o clube foi comprado e refundado com o nome de The Rangers pelo empresário Charles Green. Com a bancarrota, foi rebaixado à quarta divisão, deixando o caminho aberto para o arquirrival papar tudo. O time protestante na Escócia disputa, atualmente, a Segundona no país.


Rangers e Celtic não fazem o clássico desde que o Glasgow caiu (Foto: Arquivo LANCE!)

LA CORUÑA

O Deportivo La Coruña evitou a falência nos acréscimos. Isso mesmo. Faltando apenas 30 minutos para o fim do prazo estipulado pela Liga Espanhola, o clube chegou a um acordo com seus credores e se manteve na segunda divisão. Jogadores decidiram, de última hora, retirar denúncias contra o time espanhol, que teria sua queda confirmada automaticamente à terceirona. Com isso, seria inviável manter o clube do ponto de vista financeiro e a falência seria inevitável. O Deportivo contou com jogadores como Bebeto, Djalminha, Donato e Mauro Silva no título espanhol de 2000.


La Coruña pegava o Real de Kaká em 2013: ano trágico (Foto: Miguel Riopa/ AFP)

BORUSSIA DORTMUND

O Borussia Dortmund também esteve perto da bancarrota. Em 2003, o clube estava à beira da falência  e sem conseguir pagar salário quando recebeu um empréstimo de 2 milhões de euros do grande rival Bayern de Munique. Foi um fôlego extra no longo processo de reconstrução do clube, que havia, no ano anterior, conquistado o título alemão e apostado em contratações milionárias, que quebraram os cofres aurinegros. Para sair da crise, concentração na formação de jovens da base e na diminuição dos salários dos jogadores.


Weidenfeller já estava no período crítico da história do Dortmund (Foto: Patrik Stollarz/ AFP)