icons.title signature.placeholder Matheus Babo
17/02/2015
09:01

No automobilismo, a potência dos motores é medida por cavalos. No Fluminense, o motorzinho é Edson, que ganhou o apelido de cavalo justamente por isso. Volante à moda antiga, que não se preocupa apenas em defender, mas também vai ao ataque, o camisa 5 se dá bem pela velocidade e afirmou, em entrevista ao LANCE!Net, gostar da alcunha.

– Aconteceu na época em que eu estava no ABC. É uma coisa prazerosa, que não diminui, demonstra carinho. É o reconhecimento ao meu trabalho. Fico muito feliz com isso – afirmou o jogador, que fez apenas fisioterapia no treino de ontem, por conta de dores na virilha.

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Recentemente, Edson, que tem contrato com o Tricolor até maio, admitiu que a indefinição sobre a sua continuidade no Fluminense atrapalhava. Agora, porém, muda o tom do discurso e revela o desejo de continuar nas Laranjeiras. Ele pertence a um grupo de investidores e tem os direitos econômicos fixados em R$ 1,2 milhão.

– Estou muito feliz aqui no Fluminense. É um clube em que me sinto muito bem, tem um ambiente leve e fico muito feliz por isso. Gostaria muito de permanecer. Não tenho uma coisa ruim para contar, só coisas boas. O Mário (Bittencourt) já fez uma reunião comigo e disse que está resolvendo a questão da minha permanência. Estou na espera, fico muito feliz em saber que eles querem. Eu  também quero muito – revelou o volante.

Confira a entrevista completa:

Como você encara a sua passagem pelo Fluminense até este momento?
É bem gratificante. Sempre é bom começar bem. Procuro fazer meu trabalho em alto nível para que todos que acompanham o clube gostem. Graças a Deus estou fazendo um trabalho bom desde o ano passado. Terminamos o Campeonato Brasileiro bem, infelizmente não conseguimos a classificação para Libertadores, mas agora começamos o Carioca com 100% de aproveitamento e é um mérito de todo o grupo, pois mostra que o trabalho de todos está sendo muito bem feito no Flumiense.

Já que falou do Brasileiro do ano passado, como encarou a frustração por não ter conquistado a vaga na Libertadores?
Frustrou um pouco porque a gente sabia que tinha condições e, com toda certeza do mundo, poderíamos ter conquistado a vaga na Libertadores. Não aconteceu, mas sabemos que no futebol o que vale é o hoje, não o ontem, então, se a gente não conseguiu no ano passado, quem sabe se esse ano não conseguiremos a vaga e, no ano que vem, disputaremos a Libertadores?

Já que você falou em conquistar a vaga na Libertadores, como está a expectativa para esta temporada?
Fizemos poucos jogos até agora, então é cedo para falar alguma coisa. Mas vejo que o time desse ano tem se comportado bem. O que a gente pede ao torcedor é um pouco de paciência, pois eles tendo tranquilidade, os jogadores que chegaram vão se sentir mais leves e pegar confiança. Com confiança, você é capaz de fazer muitas coisas muito boas.

O Fluminense tem uma superstição que anos que terminam com final 5 costumam ser vitoriosos para o clube. Como encara isso?
É importante você saber desse lado. Quer queira ou não, tem sido uma tradição. Espero que isso se repita em 2015. Estamos com um elenco bom, não estamos atrás de ninguém e creio que vamos brigar de igual para igual para conquistar títulos e alegrias para o torcedor.  

Curiosamente, 5 é o número do seu uniforme. Também é uma superstição?
Os números não são escolhas minhas, até porque, não ligo para numeração. Ano passado me deram a 19. No ABC, eu jogava com a 5. Já joguei com a 7, e, no São Bernardo, jogava com a 8. Na pré-temporada, quando a gente chegou de férias, vi que minha cesta com o uniforme era a de número 5. Então, acaba sendo um reconhecimento, porque grandes jogadores já atuaram com este número. É fruto do trabalho. Só tenho que agradecer por isso.   

Você falou em grandes jogadores e, constantemente, os torcedores fazem comparação do seu futebol com o do Paulinho, da Seleção Brasileira e do Tottenham (ING). Como encara isso?
É bom ser comparado com um grande jogador, mas o meu perfil não é igual ao dele. Deixo para a imprensa e a torcida fazerem essas comparações. Procuro fazer o meu trabalho. Sou o Edson, o Paulinho faz o trabalho dele, eu faço o meu. O admiro. É um jogador que foi campeão pelo Corinthians, atleta de Seleção Brasileira... Então, temos de tirar o chapéu para esse tipo de jogador.  

Nas entrevista, você mostra um jeito bem autêntico, fala o que pensa... Acha que isso atrapalha alguma coisa?
Todo mundo tem de falar o que pensa. Falo o que vem na minha mente. Acredito que as minhas colocações são bem feitas, porque não vou falar mentiras. Aliás, mentir não adianta, pois sempre descobrem a verdade. Sempre serei verdadeiro nas minhas entrevistas.

Teme alguma coisa em termos financeiros, levando em conta que o clube perdeu um grande parceiro recentemente?
A respeito de salário prejudica,  porque quando o clube atrasa o salário e você vai fazer seus pagamentos, o banco não quer saber se o seu salário está atrasado. Muitos jogadores não tem renda extra. Então, isso acaba prejudicando um pouco. Mas sabemos que Fluminense sempre batalhou para deixar tudo em dia e, com a ajuda dessas pessoas, ficamos mais tranquilos e felizes.