icons.title signature.placeholder João Matheus Ferreira e Marcello Vieira
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06/07/2013
09:30

A base do Fluminense, em Xerém, é mais do que apenas uma grande fábrica voltada para o mercado da bola. As relações sociais no Vale das Laranjeiras são fortes. O clube trata os meninos como filhos e tem por filosofia a responsabilidade de formar cidadãos, conforme explicou o gerente geral da categoria, Fernando Simone:

- É uma questão filosófica. Sabemos do nosso dever. Os meninos passam mais tempo aqui do que em casa com os pais. Precisamos oferecer uma estrutura digna para eles. Por isso, temos psicólogo, assistente social, coordenadores, uma equipe. Só assim temos a consciência tranquila.

São centenas de garotos que compartilham o sonho de jogar futebol profissionalmente. A maioria, inevitavelmente, ficará pelo caminho. Ciente da realidade, Fernando garante que o Flu busca preparar o indivíduo para que ele tenha condições de exercer outra profissão:

- Tentamos fazer o máximo para que, no momento em que ele não alcance o principal objetivo, possa sair daqui com a possibilidade de conseguir uma profissão digna.

O poder educativo da instituição é limitado. Neste aspecto, o Tricolor atua em conjunto com os pais dos atletas sendo bastante rigoroso com as notas da escola.

- Nosso jogador tem de estar matriculado e com boa frequência na escola. Se a nota for ruim, chamamos os pais e conversamos. É claro que temos uma atuação limitada. Nem sempre tudo o que oferecemos por aqui é suficiente, mas, se pudermos tirar o futebol para colocar o menino no caminho certo, a gente faz - explicou Fernando Simone.

GABRIEL COSTA SEGUE DESAPARECIDO

O caso do volante Gabriel Costa, de apenas 18 anos, ainda é bastante repercutido em Xerém. O garoto desapareceu há um mês e meio e até hoje não há notícias sobre ele. A família e os amigos admitem que a possibilidade de o jovem ter sido assassinado é bem grande.

Dias após o desaparecimento, os companheiros das categorias de base do Fluminense publicaram mensagens de “luto” nas redes sociais. O clube lembrou que o atleta tinha histórico problemático.

- Sempre foi um jogador difícil do ponto de vista disciplinar. Era comum ele não aparecer para treinar, mas não era nada irrecuperável, nada que não tenha acontecido com outros atletas. O clube sempre tentou ajudá-lo - disse o gerente geral da base, Fernando Simone.

Emoção no caso Michael

O doping do atacante Michael por uso de cocaína pegou todo mundo de surpresa em Xerém. O jogador foi contratado pelo Fluminense em 2011, quando tinha 18 anos, e jogou até o fim do ano passado nos juniores. Ao lembrar da situação, o gerente geral das categorias de base, Fernando Simone, não conseguiu segurar as lágrimas e comentou emocionado.

– Pessoalmente, fiquei muito triste pela situação. Um atleta que nunca me deu problema aqui na base. Acho que ele é um baita jogador e é um baita garoto. Eu gosto muito dele – disse.

A base do Fluminense, em Xerém, é mais do que apenas uma grande fábrica voltada para o mercado da bola. As relações sociais no Vale das Laranjeiras são fortes. O clube trata os meninos como filhos e tem por filosofia a responsabilidade de formar cidadãos, conforme explicou o gerente geral da categoria, Fernando Simone:

- É uma questão filosófica. Sabemos do nosso dever. Os meninos passam mais tempo aqui do que em casa com os pais. Precisamos oferecer uma estrutura digna para eles. Por isso, temos psicólogo, assistente social, coordenadores, uma equipe. Só assim temos a consciência tranquila.

São centenas de garotos que compartilham o sonho de jogar futebol profissionalmente. A maioria, inevitavelmente, ficará pelo caminho. Ciente da realidade, Fernando garante que o Flu busca preparar o indivíduo para que ele tenha condições de exercer outra profissão:

- Tentamos fazer o máximo para que, no momento em que ele não alcance o principal objetivo, possa sair daqui com a possibilidade de conseguir uma profissão digna.

O poder educativo da instituição é limitado. Neste aspecto, o Tricolor atua em conjunto com os pais dos atletas sendo bastante rigoroso com as notas da escola.

- Nosso jogador tem de estar matriculado e com boa frequência na escola. Se a nota for ruim, chamamos os pais e conversamos. É claro que temos uma atuação limitada. Nem sempre tudo o que oferecemos por aqui é suficiente, mas, se pudermos tirar o futebol para colocar o menino no caminho certo, a gente faz - explicou Fernando Simone.

GABRIEL COSTA SEGUE DESAPARECIDO

O caso do volante Gabriel Costa, de apenas 18 anos, ainda é bastante repercutido em Xerém. O garoto desapareceu há um mês e meio e até hoje não há notícias sobre ele. A família e os amigos admitem que a possibilidade de o jovem ter sido assassinado é bem grande.

Dias após o desaparecimento, os companheiros das categorias de base do Fluminense publicaram mensagens de “luto” nas redes sociais. O clube lembrou que o atleta tinha histórico problemático.

- Sempre foi um jogador difícil do ponto de vista disciplinar. Era comum ele não aparecer para treinar, mas não era nada irrecuperável, nada que não tenha acontecido com outros atletas. O clube sempre tentou ajudá-lo - disse o gerente geral da base, Fernando Simone.

Emoção no caso Michael

O doping do atacante Michael por uso de cocaína pegou todo mundo de surpresa em Xerém. O jogador foi contratado pelo Fluminense em 2011, quando tinha 18 anos, e jogou até o fim do ano passado nos juniores. Ao lembrar da situação, o gerente geral das categorias de base, Fernando Simone, não conseguiu segurar as lágrimas e comentou emocionado.

– Pessoalmente, fiquei muito triste pela situação. Um atleta que nunca me deu problema aqui na base. Acho que ele é um baita jogador e é um baita garoto. Eu gosto muito dele – disse.