icons.title signature.placeholder Thiago Fernandes
30/04/2014
08:01

Fábio alcança, nesta quarta-feira, às 22h, uma marca histórica pelo Cruzeiro. Ele atinge 557 jogos, iguala Raul Plassmann e se torna o goleiro com mais atuações no clube. O feito, porém, será negligenciado se a equipe não conquistar a classificação para as quartas de final da Libertadores diante do Cerro Porteño. Para que isso aconteça, é necessário que a Raposa obtenha um triunfo simples ou um empate com dois ou mais gols.

A trajetória do camisa 1 na Toca da Raposa começou em 2000 e foi retomada cinco anos depois. Desde então, ele contabiliza um Brasileirão e o vice da Libertadores. A experiência faz com que ele sonhe com o troféu desta edição.

– Você pode tropeças às vezes. A competição permite isso. Em 2009, quando ficamos com o vice, o pior segundo da fase de grupos foi campeão. Eles tropeçaram na hora certa e, depois, se fortaleceram mesmo fora de casa – disse.

Confiante, o jogador dá a receita para que a Raposa alcance a classificação em pleno Estádio La Olla Azulgrana. Fábio crê que o time não pode se dedicar somente à marcação.

– Temos que jogar. Não podemos ir ao Paraguai com o pensamento de marcar e conseguir um gol por acaso. O Cruzeiro é grande e vitorioso, pode jogar em qualquer lugar, contra qualquer equipe – avaliou o capitão cruzeirense, que ainda completou:

– Temos que respeitar, mas mostrar dentro de campo que podemos vencer. Dentro de campo que as coisas são resolvidas, não com palavras, mas com atitudes. Com a tranquilidade do grupo, podemos buscar um resultado.

No dia em que alcançará uma marca histórica, o ídolo cruzeirense espera um triunfo para ter ainda mais o que celebrar com a torcida.

COM A PALAVRA: Raul Plassmann (Goleiro do Cruzeiro nas décadas de 1960 e 1970)
Não existe um confronto entre Raul e Fábio. É um fato praticamente consumado, ele vai me ultrapassar. Às vezes, me perguntam se fico chateado por isso. Claro que não. Fico feliz, mesmo porque tenho um carinho muito grande por ele, que está representando muito bem aquela gama de goleiros do passado. Falam que o Fábio está muito bem e lembram que o Cruzeiro sempre teve bons goleiros. A gente está torcendo para ele fazer mil jogos, quero que ele bata o Rogério Ceni. É uma coisa legal. Se ele está há tanto tempo jogando, é porque ele é muito bom. Não é para qualquer um. Ele é uma figura especialíssima, uma guardião. Espero que ele ganhe o Brasileiro, a Libertadores e o Mundial. Talvez, possa ser a terceira chance do Cruzeiro. Se ele for campeão, eu vou delirar, ficar feliz da vida.

Ele merecia estar na Seleção Brasileira. Minas Gerais tem uma sina. Na maioria das vezes, tivemos os melhores goleiros do Brasil e eles nunca são convocados para ser goleiros da Seleção Brasileira. Aliás, tem o Dida que é uma exceção. Sempre tivemos bons goleiros e, infelizmente, isso não acontece. Seria insensato trocar agora, mas ele merece. O Felipão acredita no Júlio César e no Jefferson. Temos a lembrança ruim do Júlio, mas ele deu uma impressão boa na Copa das Confederações. Ele está em um time mequetrefe lá no Canadá. Eu não gostaria de estar sem jogar ou em um time lá de longe. É uma conta que o Felipão vai pagar, mas espero que seja bom, que sejamos campeões do mundo. Estou torcendo para todos os goleiros.