icons.title signature.placeholder Felipe Mendes, enviado especial*
16/11/2013
15:00

Criado em 2007, o Extreme Sailing Series, circuito mundial de regatas organizado anualmente, percorrendo diversas cidades pelo mundo, vai movimentar em 2013 cerca de R$ 150 milhões. O investimento realizado pela organização e pelas oito equipes gira em torno de R$ 60 milhões. Já o impacto econômico nas sete cidades-sede ficará na casa dos R$ 90 milhões. O que faz com que Florianópolis (SC), palco neste fim de semana da última etapa, bem como da decisão do campeão da temporada, movimente cerca de R$ 12,8 milhões.

- Para sustentar a campanha por uma temporada, cada equipe desembolsa pouco menos de um milhão de euros (R$ 3 milhões). A organização investe entre 1,2 e 1,5 milhão de euros (entre R$ 3,7 e R$ 4,7 milhões) em cada sede - explicou o francês François Vergnol, diretor comercial da OC Sport, empresa que organiza o Extreme Sailing Series.

Este ano, a competição passou por sete cidades, entre os meses de março e novembro: Muscat (Omã), Cingapura, Qingdao (China), Porto (Portugal), Cardiff (País de Gales), Nice (França) e Florianópolis (Brasil). Haveria uma etapa em Istambul (Turquia), mas ela acabou cancelada. Em cada uma delas, a organização conta com 50 profissionais, além de outros 70 entre velejadores e apoio das equipes. As agências locais, parceiras da OC Sport, contratam em cada sede uma média de 100 pessoas.

Outra impacto econômico é provocado pela cobertura da mídia. Segundo Vergnol, o retorno na atual temporada deve ultrapassar 30 milhões de euros (R$ 90 milhões). As imagens chegam a 54 redes de TV, incluindo Channel 4 (Reino Unido), Eurosport, ESPN, Al Jazzera, Esporte Interativo e Bandsports, entre outras. Com 100 jornalistas credenciados, a etapa de Florianópolis terá transmissão das regatas decisivas, neste domingo, pelo SporTV 3, a partir das 14h30 (de Brasília).

- Apesar de realizarmos um circuito comercial, oferecendo retorno aos patrocinadores, parceiros e às cidades por onde passamos, temos um conceito muito particular. Em vez de levarmos o público à vela, trazemos a vela até o público. Os números sobre quem passa pela Vila da Regata não são importantes. O que interessa é que desfrutem a experiência. Queremos fãs, como no futebol, na Fórmula 1 e no tênis - afirmou o dirigente francês.

De acordo com Vergnol, do ponto de vista estratégico, o Brasil é importante para o Extreme Sailing Series. Os patrocinadores, a fim de terem mais visibilidade e conquistarem novos mercados, sempre esperam por uma diversidade de sedes a cada temporada.

- Europa, América do Norte e países emergentes como China e Brasil precisam estar em nosso roteiro. Hoje temos oito sedes e, logísticamente, não podemos passar do limite de nove etapas. Passamos por Boston em 2011 e retornaremos aos Estados Unidos em 2015. No próximo ano, a tendência é de irmos à Austrália - disse Vergnol.

*O repórter viaja a convite da OC Sport