icons.title signature.placeholder Norton Rafael
28/11/2014
12:14

O América-RN embarcou na tarde desta quinta-feira para Curitiba, onde encerra a preparação para o duelo decisivo contra o Paraná, que acontece neste sábado e é válido pela 38º rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Antes do embarque, o atacante Rodrigo Pimpão conversou com a reportagem do Lance!Net e se mostrou confiante para o confronto.

- Nós estamos focados e preparados. É um jogo de extrema importância para nós finalizarmos o ano numa situação melhor. Temos que ir para o jogo com a cabeça no lugar e com mais vontade para conseguir um resultado positivo, afirmou o camisa 11 americano.

O Alvirrubro só depende de si para escapar do rebaixamento. Com 43 pontos e na 16ª colocação, uma vitória simples o garante na Série B 2015. Todavia, em caso de vitória paranaense, os americanos precisarão torcer contra o Bragantino, que ocupa a 17º colocação e possui os mesmos 43 pontos do América. O Braga encara o ABC, em Natal.

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A situação atual do América é bem diferente daquela que aconteceu na primeira metade da temporada. Antes da parada para a Copa do Mundo, o clube vinha embalado, acabara de conquistar o título do Campeonato Potiguar e lutava pelo acesso para a Série A. Contudo, uma série negativa de resultados colocou a temporada alvirrubra em xeque. Para o atacante Rodrigo Pimpão, de nada adianta ter feito um bom primeiro semestre se a permanência na Série B não for conseguida.


- Acho que teve um apagão na Série B, onde ficamos dez jogos sem vencer. Então, foi isso que nos prejudicou durante o decorrer do campeonato. Quando demos por si já estávamos lutando contra o rebaixamento e começamos a focar para fugir disso. Estamos focados para essa partida, nada adiantou toda a boa temporada que a gente fez se agora a gente fracassar, explicou o atacante.



A partida do próximo sábado pode ser a última de Rodrigo com a camisa americana. Com contrato até maio do próximo ano, o atacante já fala em tom de despedida do time potiguar. O AEK Atenas é o provável destino do camisa 11.


- Um diretor do AEK veio ao Brasil, assistiu a dois jogos meus e, posteriormente, entrou em contato com o meu empresário. Houve essa sondagem, houve essa especulação. Então, só estamos esperando chegar os papeis para oficializar a proposta, afirmou Pimpão.



A presença de Pimpão na partida contra o Paraná é certa. Segundo o atacante, a união da equipe e a força do grupo são as principais forças para vencer a partida e permanecer na Série B em 2015.


- O torcedor deve esperar uma equipe com muita garra e vontade. Um time focado e com muita força para conseguir o resultado que queremos e dar alegria ao torcedor americano, finalizou.


Confira abaixo a integra da entrevista com o atacante Rodrigo Pimpão:




Qual a expectativa para o jogo diante do Paraná, na despedida da Série B?

- Nós estamos focados e preparados. É um jogo de extrema importância para nós finalizarmos o ano numa situação melhor, saindo dessa zona de perigo. Então, temos que ir pro jogo com a cabeça no lugar e com mais vontade para conseguir um resultado positivo.


Após o bom primeiro semestre que o América fez, consagrando-se campeão potiguar e chegando às semifinais da Copa do Nordeste, esperava-se muito da equipe na Série B. O que deu errado no decorrer do campeonato?

- Acho que teve um apagão na Série B, onde ficamos 10 jogos sem vencer. Então, foi isso que nos prejudicou durante o decorrer do campeonato. Quando demos por si já estávamos lutando contra o rebaixamento e começamos a focar para fugir disso. É lógico que não queríamos isso, nosso objetivo era lutar pelo acesso e pelo título, temos time pra isso, mas as coisas tomaram outro rumo e nós temos que lutar contra a realidade, contra o rebaixamento. Estamos focados para essa partida, nada adiantou toda a boa temporada que a gente fez se agora a gente fracassar.

Como explicar para o torcedor americano que viu o seu time vencer o Fluminense, em pleno Maracanã, por 5 a 2, essa fraca campanha na Série B?

É uma motivação diferente enfrentar um clube da Série A, no Maracanã. A vitória sobre o Fluminense e a boa campanha do time na Copa do Brasil nos fez perder o foco da Série B. Não digo que a equipe se prejudicou com isso. Mas tivemos uma sequência muito negativa e foi isso que acabou nos prejudicando, de fato. A Copa do Brasil não é desculpa para o nosso fraco desempenho, falhamos nos jogos da Série B e por isso estamos nesta situação.

A sua relação com a torcida americana foi fragilizada durante a temporada. Alguns torcedores americanos invadiram o CT do clube e criticaram a sua postura em campo. Como você viu esta situação?

Eles estão no direito de cobrar. Os resultados não vinham, naquele momento, não só eu, todos fomos cobrados. Isso é normal no futebol, mas temos de saber cobrar. Teve algumas que não foram bem aceitas, por isso que eu tive uma revolta com esses torcedores. Mas a cobrança, com relação à equipe que não vinha atuando bem, é normal e nada melhor do que mostrar dentro de campo vontade e empenho para que isso não volte a acontecer.

No primeiro turno, justamente contra o Paraná, adversário deste sábado, houve um desentendimento entre você e o seu companheiro de ataque, Max. Na ocasião, o camisa 9 te agrediu com um soco no rosto. Este episódio já foi encerrado? Como ficou o grupo após esse incidente?

Essa questão foi resolvida na hora, dentro do vestiário. Estávamos de cabeça quente e acabamos brigando, mas isso acontece, é de jogo. Não tenho nenhuma mágoa com ninguém, sou amigo de todos, e quero que todo mundo seja feliz. Espero que possamos comemorar juntos a manutenção do América na Série B.


Seu nome está especulado junto ao AEK Atenas, alguns jornais gregos já dão como certa a sua transferência para o clube. Confirma a informação?

Em partes. Houve um primeiro contato. Um diretor do clube veio ao Brasil, assistiu a dois jogos meus, e posteriormente entrou em contato com o meu empresário. Houve essa sondagem, houve essa especulação. Então, só estamos esperando chegar os papeis para oficializar a proposta.


Há, em caso de permanência na Série B, a possibilidade de você ficar mais uma temporada no América, esta que vai ser especial em função de marcar o centenário do clube?

Sim. O América é um clube que abriu as portas pra mim. Tenho um carinho especial por esta camisa, sou muito feliz aqui. Tenho contrato com o clube até maio. Se chegar alguma coisa, vou sentar com a diretoria e conversar.


Um time unido, é isso que o torcedor americano deve esperar para o jogo diante do Paraná?

- Sim, com certeza. E, além disso, o torcedor deve esperar uma equipe com muita garra e vontade. Um time focado e com muita força para conseguir o resultado que queremos e dar alegria ao torcedor americano.