icons.title signature.placeholder Walter de Mattos Junior
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07/07/2013
12:08

Só no Brasil a maior competição futebolística, a que ocupa a maior parte do calendário e que representa a fatia do leão dos rendimentos dos clubes, para no meio. Para no ano da ConfedCup, para no ano da Copa. No ano da Olimpíada, o Brasileirão não para, assim como durante a última Copa América, mas tem que competir pela atenção dos que gostam de esportes com esta megacompetição poliesportiva. A TV tem de promover os dois eventos ao mesmo tempo.

Assim, como os torcedores não são bobos, percebem que a primeira fase, antes da interrupção, não é valorizada pelos próprios times, e poucos comparecem aos estádios. E os times vão mudar durante a janela Fifa de meio do ano. Agora, na volta, demora para pegar ritmo. É como se fosse um enorme trem que tem de retomar a velocidade. Mas os nossos dirigentes de clubes não conseguem se organizar para enfrentar os poderosos que vivem do futebol, mas que só pensam nos seus próprios interesses. Cordeirinhos!

Diego Sacoman celebra gol da Ponte Preta contra o Náutico em estádio vazio (Foto: Aldo Carneiro/LANCE!Press)

Segunda linha O péssimo gramado do Mané Garrincha, o estádio hiperfaturado, mostra que o padrão Fifa não durou muito. Na estreia da ConfedCup, eu já tinha mostrado as fotos dos tufos de grama soltando. E dá-lhe gestão Agnelo!

Arrepiou, ganhou: Tostão, em sua coluna na Folha de São Paulo, me fez lembrar de dois momentos gêmeos, que ele também sentiu. Quando o público cantou a Marselhesa no Stade de France, antes da final da Copa de 98 contra a França, eu senti um arrepio, me emocionei e duvidei que pudéssemos vencer aquela partida. No domingo passado, a energia do público, turbinada pelas passeatas em todo o país, deu um show ao cantar o hino nacional. O placar das duas finais foi 3 a 0. Vamos cantar forte o hino!

Craques mesmo sem aeroporto: Luiz Zanin, na sua coluna no Estadão, foi muito perspicaz ao notar o quanto Neymar evoluiu por ter ido para o exterior. Ironizou os que acham que o jogador bom tem que ir jogar na Europa para evoluir. Eu acrescentaria que o Fred também evoluiu ao voltar para o Brasil!

(Foto: AFP)

Chamego na medalha: Os demorados e insistentes abraços de Marin em quase todos os jogadores que recebiam as medalhas da Copa das Confederações foi um tanto constrangedor. Tem gente que desconfia que desta vez ele estava era pedindo medalha, em vez de levar na mão grande!

Muricy É a cara do Sampa. Eu apoio!

(Foto: Nelson Almeida/LANCE!Press)

Talento da criação: Sensacional o anúncio da Unimed na quarta-feira veiculado em jornais, criado pela agência FNazca, com o Fred deitado. O gênio aparece muitas vezes na simplicidade!

Felipão e os patriotas, ou idiotas, de plantão Como já se disse aqui, o mérito de Felipão na conquista brasileira é extraordinário. O talento somado à concentração e vontade demonstrados neste mata-mata são os mesmos ingredientes de outras jornadas felipianas. Mas não podemos esquecer de que enfrentamos uma seleção espanhola fora de suas melhores condições. Como escreveu José Luis Portella nesse LANCE!, não se pode patrulhar a crítica. Antipatriotas é o...!

Deve virar rotina: Nos teatros, se senta em lugares marcados. Em muitos cinemas, idem. E os preços dos ingressos dos jogos de futebol são iguais ou maiores que estes outros tipos de lazer. No entanto, se repete que no futebol é diferente. A Copa das Confederações provou que é uma questão de se trabalhar com competência e determinação. E os torcedores se sentaram nos seus lugares marcados. Nas novas arenas, Brasília e arena Pernambuco (Itaipava), nos primeiros jogos pós-Copa, não houve nem trabalho nem determinação e tudo estava muito longe do padrão Fifa, Cinemark, Kinoplex, UCI... Depois reclamam que o torcedor não comparece!

Só no Brasil a maior competição futebolística, a que ocupa a maior parte do calendário e que representa a fatia do leão dos rendimentos dos clubes, para no meio. Para no ano da ConfedCup, para no ano da Copa. No ano da Olimpíada, o Brasileirão não para, assim como durante a última Copa América, mas tem que competir pela atenção dos que gostam de esportes com esta megacompetição poliesportiva. A TV tem de promover os dois eventos ao mesmo tempo.

Assim, como os torcedores não são bobos, percebem que a primeira fase, antes da interrupção, não é valorizada pelos próprios times, e poucos comparecem aos estádios. E os times vão mudar durante a janela Fifa de meio do ano. Agora, na volta, demora para pegar ritmo. É como se fosse um enorme trem que tem de retomar a velocidade. Mas os nossos dirigentes de clubes não conseguem se organizar para enfrentar os poderosos que vivem do futebol, mas que só pensam nos seus próprios interesses. Cordeirinhos!

Diego Sacoman celebra gol da Ponte Preta contra o Náutico em estádio vazio (Foto: Aldo Carneiro/LANCE!Press)

Segunda linha O péssimo gramado do Mané Garrincha, o estádio hiperfaturado, mostra que o padrão Fifa não durou muito. Na estreia da ConfedCup, eu já tinha mostrado as fotos dos tufos de grama soltando. E dá-lhe gestão Agnelo!

Arrepiou, ganhou: Tostão, em sua coluna na Folha de São Paulo, me fez lembrar de dois momentos gêmeos, que ele também sentiu. Quando o público cantou a Marselhesa no Stade de France, antes da final da Copa de 98 contra a França, eu senti um arrepio, me emocionei e duvidei que pudéssemos vencer aquela partida. No domingo passado, a energia do público, turbinada pelas passeatas em todo o país, deu um show ao cantar o hino nacional. O placar das duas finais foi 3 a 0. Vamos cantar forte o hino!

Craques mesmo sem aeroporto: Luiz Zanin, na sua coluna no Estadão, foi muito perspicaz ao notar o quanto Neymar evoluiu por ter ido para o exterior. Ironizou os que acham que o jogador bom tem que ir jogar na Europa para evoluir. Eu acrescentaria que o Fred também evoluiu ao voltar para o Brasil!

(Foto: AFP)

Chamego na medalha: Os demorados e insistentes abraços de Marin em quase todos os jogadores que recebiam as medalhas da Copa das Confederações foi um tanto constrangedor. Tem gente que desconfia que desta vez ele estava era pedindo medalha, em vez de levar na mão grande!

Muricy É a cara do Sampa. Eu apoio!

(Foto: Nelson Almeida/LANCE!Press)

Talento da criação: Sensacional o anúncio da Unimed na quarta-feira veiculado em jornais, criado pela agência FNazca, com o Fred deitado. O gênio aparece muitas vezes na simplicidade!

Felipão e os patriotas, ou idiotas, de plantão Como já se disse aqui, o mérito de Felipão na conquista brasileira é extraordinário. O talento somado à concentração e vontade demonstrados neste mata-mata são os mesmos ingredientes de outras jornadas felipianas. Mas não podemos esquecer de que enfrentamos uma seleção espanhola fora de suas melhores condições. Como escreveu José Luis Portella nesse LANCE!, não se pode patrulhar a crítica. Antipatriotas é o...!

Deve virar rotina: Nos teatros, se senta em lugares marcados. Em muitos cinemas, idem. E os preços dos ingressos dos jogos de futebol são iguais ou maiores que estes outros tipos de lazer. No entanto, se repete que no futebol é diferente. A Copa das Confederações provou que é uma questão de se trabalhar com competência e determinação. E os torcedores se sentaram nos seus lugares marcados. Nas novas arenas, Brasília e arena Pernambuco (Itaipava), nos primeiros jogos pós-Copa, não houve nem trabalho nem determinação e tudo estava muito longe do padrão Fifa, Cinemark, Kinoplex, UCI... Depois reclamam que o torcedor não comparece!