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19/08/2015
18:50

*Vamos exclamar mais uma vez da oportunidade jogada fora pela Conmebol ao não ter competência ou vontade para elevar a principal competição da entidade a um patamar condizente com a qualidade e tradição do futebol das Américas e que reflita a força econômica da região. A Libertadores organizada, moralizada e disputada em paralelo à Sul-americana e, por que não, jogada com equipes dos EUA, tem tudo para atrair muito mais público, patrocínios e audiência de TV.

Se assim fosse, os clubes da região teriam muito mais força econômica e poderiam manter equipes mais fortes e jogar partidas melhores de se ver. Nesta semana, enquanto a Liberta dava mais um vexame, a Uefa Champions League ofereceu duas partidas de grande técnica que atraíram atenção de todo o mundo que gosta do esporte bretão. Acho que até de quem não gosta, dada a estética da captura das imagens, os extraordinários astros em campo sem cai-cai e sem simulações de falta, tudo isto compondo o que é a maior vitrine do futebol mundial.


Tigres x Internacional, na semifinal da Libertadores deste ano (FOTO: AFP)

Mais que a Copa do Mundo, que ocorre de quatro em quatro anos e em 30 dias, a Champions é jogada ao longo de meses a cada ano distribuindo muito mais em prêmios do que a Copa da Fifa. Até a qualidade dos jogos me agrada mais. Mas está nos números a prova maior do injustificável. Na Liberta, a Conmebol vai distribuir este ano o equivalente a R$ 156 milhões em prêmios em toda a competição. Do outro lado do Atlântico, a Uefa pagará aos times um total de R$ 3,7 bilhões, ou quase 24 vezes os prêmios da prima pobre do fut. Não há nenhuma métrica econômica, social ou de paixão pelo esporte que justifique este múltiplo: 24 é o número da incompetência!

*Coluna publicada originalmente no dia 17 de maio de 2015. Na mesma semana, a partida entre Boca Juniors e River Plate, pelas oitavas de final da Libertadores, foi paralisada após ações violentas de torcedores do Boca contra os atletas do River. O episódio levaria à eliminação do time. O River acabaria como campeão continental pouco menos de três meses depois. 

*Vamos exclamar mais uma vez da oportunidade jogada fora pela Conmebol ao não ter competência ou vontade para elevar a principal competição da entidade a um patamar condizente com a qualidade e tradição do futebol das Américas e que reflita a força econômica da região. A Libertadores organizada, moralizada e disputada em paralelo à Sul-americana e, por que não, jogada com equipes dos EUA, tem tudo para atrair muito mais público, patrocínios e audiência de TV.

Se assim fosse, os clubes da região teriam muito mais força econômica e poderiam manter equipes mais fortes e jogar partidas melhores de se ver. Nesta semana, enquanto a Liberta dava mais um vexame, a Uefa Champions League ofereceu duas partidas de grande técnica que atraíram atenção de todo o mundo que gosta do esporte bretão. Acho que até de quem não gosta, dada a estética da captura das imagens, os extraordinários astros em campo sem cai-cai e sem simulações de falta, tudo isto compondo o que é a maior vitrine do futebol mundial.


Tigres x Internacional, na semifinal da Libertadores deste ano (FOTO: AFP)

Mais que a Copa do Mundo, que ocorre de quatro em quatro anos e em 30 dias, a Champions é jogada ao longo de meses a cada ano distribuindo muito mais em prêmios do que a Copa da Fifa. Até a qualidade dos jogos me agrada mais. Mas está nos números a prova maior do injustificável. Na Liberta, a Conmebol vai distribuir este ano o equivalente a R$ 156 milhões em prêmios em toda a competição. Do outro lado do Atlântico, a Uefa pagará aos times um total de R$ 3,7 bilhões, ou quase 24 vezes os prêmios da prima pobre do fut. Não há nenhuma métrica econômica, social ou de paixão pelo esporte que justifique este múltiplo: 24 é o número da incompetência!

*Coluna publicada originalmente no dia 17 de maio de 2015. Na mesma semana, a partida entre Boca Juniors e River Plate, pelas oitavas de final da Libertadores, foi paralisada após ações violentas de torcedores do Boca contra os atletas do River. O episódio levaria à eliminação do time. O River acabaria como campeão continental pouco menos de três meses depois.