icons.title signature.placeholder Walter de Mattos Jr.
19/06/2014
10:36

Alerta vermelho

Dirigia-me para as tribunas da imprensa quando ouvi um estampido alto . Em seguida, gente correndo e mais barulho. Fui atrás do barulho e me vi num corredor, ao lado de uns poucos seguranças que corriam atrás de torcedores chilenos que haviam invadido o estádio, pelo setor de imprensa, e tentavam chegar ao gramado. Eram cerca de 50. Corremos e, de repente, o bando parou e se voltou em nossa direção, como uma manada descontrolada.

Chegaram mais reforços de seguranças e em pouco tempo eles controlaram a situação impondo um cerco aos invasores e fazendo-os sentar no chão. Alguns haviam escapado e chegado ao gramado. Foram momentos muito tensos. Ontem, exclamei da falta de controle de segurança em Fortaleza, permitindo a entrada de containers plásticos com comida em área de perímetro. Também ontem, um bando de mais de 50 sem ingresso no perímetro de controle foi que invadiu. Cadê o controle?  Ontem, no Maracanã, poderia ter acontecido algo grave. No estádio da final!

Diego Costa parece não acreditar na eliminação espanhola (Foto: Cleber Mendes / L!Press)

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Ocaso

Poderia ter sido mais altiva a despedida da geração vitoriosa da Espanha. Chegou ao Brasil como uma das quatro favoritas ao título, após fazer história nos últimos seis anos. Ganhou como nunca uma seleção havia ganhado. Duas Eurocopas e uma Copa do Mundo  em seqüência, jogando o tiki-taka, que foi o jogo que o Barcelona apresentou ao mundo. A ideia de ficar com a bola, não dando a posse ao adversário e valorizar a mesma, não desperdiçando em tentativas de pouca chance de gol. E ainda, a luta para retomar a bola o mais rápido possível quando a mesma era perdida. Há, e ainda jogavam de forma limpa, como jogou esta Espanha, mesmo derrotada na final da Confederações no ano passado e na goleada sofrida para a Holanda na estreia desta Copa. Não são todos os que gostam deste jogo. Preferem outros estilos, mais “objetivos”, sem tantos toques, e com mais velocidade. Ontem, no Maraca, me bateu um certo sentimento de
luto!

Um gênio em campo

Derrotada, ainda assim era da Espanha o único gênio em campo no Maracanã ontem. Andres Iniesta. E ponto!

Torcida adotou o Chile

Havia cerca de 30 mil chilenos e uns 10 mil espanhóis. O resto, foi de brasileiros gritando alto pelo Chile. Com a ideia de que um Chile nas oitavas seria adversário mais fácil que os campeões do mundo. A ver!