icons.title signature.placeholder Igor Ramos
18/06/2014
19:21

 A relação conturbada com a comissão técnica em 2010 é um filme que o lateral Evra não quer ver de novo, muito menos ser protagonista.  Na África do Sul, o lateral entrou em rota de colisão com Raymond Domenech ao liderar a greve em protesto ao corte do companheiro Anelka. Chegou a ser barrado da terceira partida naquele ano, e posteriormente foi punido com cinco jogos de suspensão pela Federação Francesa de Futebol. As confusões aumentaram quando quase chegou às vias de fato com o preparador físico Robert Duverne.

Agora garante ser a mesma pessoa, mas viver um momento totalmente diferente. E atribuiu essa paz ao técnico Didier Deschamps.

- É um treinador excepcional. Se você conversa com ele não imagina que se trata de um cara tão vencedor. Dá a impressão de ser alguém que não ganhou nada, tamanha sua humildade. Mas é sério e muito transparente - elogiou.

RELAÇÃO COM A TORCIDA:

Evra atribui parte das polêmicas que envolvem seu nome a um grupo de jornalistas franceses. E enfatiza que nunca se preocupou em tirar satisfações, e que tampouco se importa com o que escrevem a seu respeito.

- Não vejo internet, não leio nada - disse o lateral, que parece se importar muito com o respeito aos torcedores.

- Para mim, é importante isso, esse apoio. Os franceses tinham medo de acreditar na seleção, agora estão mais esperançosos. Fiquei surpreso em ver 17 mil torcedores e quando você sente essa energia, dá orgulho em vestir essa camisa. Um grande obrigado a eles - explicou Evra, que ainda brincou ao falar do carinho da torcida brasileira:

- Estou feliz com tudo que está acontecendo agora. Estamos sendo bem tratados, respeitados em todos lugares, no hotel, na rua, no jogo. O brasileiros gostam da França também. Obrigado (agradeceu em português).

PRINCIPAIS TRECHOS DA COLETIVA DE EVRA:

Como é a sua relação com a imprensa?

Mesmo quando tinha problemas, na verdade fui eu mesmo. Sempre pensei que estava no meu lugar. Sou uma pessoa tranquila, não me importo em ficar procurando qual jornalista falou de mim, não falou. Não gosto de falar com os jornalistas. Sou tranquilo e feliz dessa maneira. Não tenho esse prazer em relação à imprensa. Talvez agora esteja sendo a meu favor, mas sei que qualquer problema estarão em cima de mim. Não sou louco. (sorriu)

Com relação ao seu papel na equipe, o que mudou de 2010 para cá?

Não gostam agora? (sorriu) Como eu disse, não há mudança. Estou fazendo a mesma coisa. Tento ser eu mesmo com os demais. Me dá energia e em 2010 tinha essa energia também. Estamos bem e que siga assim.

Você se considera um dos três líderes desta equipe da França?

Não gosto de falar que tem três líderes, mas sim um time. Todos têm que jogar. Todos dão o seu máximo e este é o espírito.

Você não é mais o capitão. Isso muda alguma coisa?

O Llorris é o capitão. Como é no clube. E não é porque tem a braçadeira, que é o chefe. Bom ser capitão, mas não é uma prioridade. Todos jogadores que fazem o máximo podem se considerar capitães. Ser o capitão é bonito, honrável, mas não é o mais importante.

Como você encara os elogios dos companheiros?

Me incomoda que os jogadores estão falando tão bem de mim (risos) Prefiro que falem no vestiário, no olhar.

Até onde a França pode ir nesta Copa do Mundo?

Essa é a grande questão. Não sei dizer. Mas estou confiante e todos nós somos vigilantes. Mas não sabemos.