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21/02/2015
15:40

O ex-atacante Evair completa 50 anos neste sábado. Ídolo do Palmeiras, ele foi homenageado pelo site oficial do clube pela data especial, com uma longa retrospectiva de sua carreira. Nas redes sociais, centenas de torcedores alviverdes enviaram mensagens de parabéns. Foram 245 jogos, 137 vitórias, 53 empates, 55 derrotas e 127 gols com a camisa alviverde.

Evair começou a carreira na base do Guarani, foi promovido por Lori Sandri em 1984 e ganhou destaque nacional ao ser vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1986, atrás apenas de Careca, do campeão São Paulo. Depois disso, fez dupla com o argentino Caniggia na Atalanta (ITA) antes de desembarcar no Palestra Itália, em 1991.

- O  Guarani, quando me vendeu, disse que eu tinha uma hérnia de disco para ter uma desculpa para dar à torcida. Aí, quando regressei ao Brasil para atuar no Verdão, essa história voltou. Ou seja, cheguei já quase indo embora. Falavam que eu era bichado, que eu não ia passar no exame médico. Havia jogado por três anos na Atalanta sem sentir nada - disse Evair, ao lembrar da desconfiança com que foi recebido em São Paulo.

O Palmeiras não erguia um troféu desde 1976, e Evair acabou sendo vítima da "caça às bruxas". Em 1992, foi afastado do elenco por Nelsinho Baptista, que alegava "deficiência técnica". Ele seria reintegrado no fim daquela temporada, com o início da co-gestão da Parmalat. Em 1993, virou ídolo ao marcar 18 gols na campanha do histórico título paulista, incluindo o do título, na goleada por 4 a 0 sobre o Corinthians, na final, no Morumbi.

Montagem do Palmeiras para homenagear o ídolo Evair (FOTO: Reprodução)

- Se eu quisesse escrever o que foi aquele dia, não conseguiria. Por tudo que passei, todas as dificuldades, a minha recepção pela imprensa... não poderia ser melhor. Foi o dia que Deus escolheu para mim. Marcou minha vida. Ganhei Libertadores e vários outros títulos, mas esse foi o mais importante para mim.

Ele ainda seria ainda bi paulista e bi brasileiro pelo clube em 1994, antes de passar por Yokohama Flugles (JAP), Atlético-MG, Vasco e Portuguesa, e voltar ao Palmeiras em 1999 para ser campeão da Libertadores, com outro gol em decisão. Depois, rodaria por São Paulo, Goiás, Coritiba e Figueirense, onde encerrou a carreira em 2003.