icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
19/11/2014
19:04

Mesmo durante o tempo em que passou sem ter cargo político – oficial – nos clubes do futebol carioca, Eurico Miranda nunca deixou de circular pelos corredores da Ferj. Mas nesta quarta-feira, na primeira reunião pública na entidade desde que foi eleito para voltar à presidência do Vasco, o mandatário fez questão de dizer nas entrelinhas: “Eu estou aqui”. O encerramento do Fórum de Debates do Futebol Carioca não teve a presença de Eurico durante o tempo todo, mas quando ele esteve no auditório foram várias “euricadas”, num comportamento já conhecido.

A primeira intervenção aconteceu depois que o presidente da Ferj e aliado, Rubens Lopes, disparou a “metralhadora” contra os quatro grandes do estado por não terem participado efetivamente das discussões sobre o futebol do estado, tendo como alvo mais específico as diretorias de Flamengo e Fluminense, que assinaram em março um documento exigindo mudanças na gestão. O Vasco também foi citado por ter assinado, e Eurico interveio.

- Como o Vasco foi citado, eu vou atrapalhar. No meu conhecimento, o Vasco se retratou. Se não se retratou, tá retratado. O Vasco não concorda com nada o que foi escrito aí. Os outros não me importa. Já houve a retratação – disse o novo presidente do Vasco.

O presidente do Vasco também é contra a concessão de gratuidades sem delimitação de um limite e outras restrições.

- Essa é uma medida impopular. Há medidas práticas e não se tomam porque não querem. Tem que destinar um local separado para as gratuidades. Hoje, o sujeito entra e vai para outros lugares. Tem que ter um limite. Acabou, acabou. Isso não vai contra a lei e você traça normas. Mas a minha sugestão é: bota só meia-entrada. Acabou inteira. Só vai vender meia-entrada.

Quando surgiu o assunto sobre os clubes devem dar ou não ingressos às torcidas organizadas, mais uma “euricada” em tom ríspido:

- Se eu entender, dou ingresso e não dou satisfação a ninguém. Se quiser dar, vou dar e não vou dar satisfação a ninguém. Isso não tem nada a ver com gratuidade. A gratuidade é imposta. Se distribuí ingressos, é problema meu. Pago o tribuno necessário, mas é uma decisão interna.

Em outro momento, ainda sobrou para o economista Fernando Ferreira, da Pluri Consultoria, citado por Rubens Lopes por ter afirmado que o Brasil não tem um calendário definido.

- Calendário não é do agrado dele, ele diz que falta calendário – alfinetou Eurico, que deixou a Ferj antes do fim do evento.