icons.title signature.placeholder Bruno Braz
10/12/2013
07:46

O ex-presidente do Vasco Eurico Miranda considera estar diretamente envolvido no recurso que o clube pretende entrar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta terça-feira e que visa obter os pontos ganhos pelo Atlético-PR, adversário do Cruz-maltino no último domingo. Na concepção do dirigente, foi ele que alertou sobre a suposta irregularidade. O argumento do Gigante da Colina e do cartola se baseia no artigo 19 do regulamento geral de competições, que prevê que o jogo só pode ser interrompido por até 60 minutos. A partida ficou parada por 71 minutos por conta de um briga generalizada entre os torcedores dos dois times na arquibancada da Arena Joinville.

- Vocês não acompanharam o noticiário? Estão me perguntando o que eu acho da ação? Fui eu que falei durante todo o dia que haviam extrapolado o regulamento. A partir do momento em que me pronuncio, estou diretamente envolvido, mas a diretoria atual não me pediu para fazer isso - disse ao LANCE!Net.

Eurico Miranda destacou que ficou configurada a irregularidade na partida quando o árbitro Ricardo Marques Ribeiro divulgou a súmula do jogo.

- Foi na entrega da súmula, quando o próprio árbitro disse claramente que a partida recomeçou com 1 hora e 13 minutos. O regulamento extrapolou, saiu do horário - argumentou.

O ex-presidente cruz-maltino, porém, não viu lentidão na diretoria atual em visualizar esta situação no regulamento.

- Não demorou porque agiu dentro do prazo de 48 horas - disse, para depois concluir que não se negará a oferecer ajuda caso seja procurado pelos aliados de Roberto Dinamite:

- Eu nunca neguei, pelo contrário.

Caso o Vasco obtenha os três pontos do Atlético-PR, o clube de São Januário se livrará do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e empurrará o Criciúma. Já o Furacão cairá para a quarta colocação e cederá a terceira ao Botafogo, que assim estaria matematicamente classificado para a Copa Libertadores.

Procurador geral do STJD, Paulo Schmitt afirmou que é precipitado falar sobre a situação sem avaliar os documentos e argumentos de ambas as partes e destacou ainda que a iniciativa do Cruz-Maltino passa a "ideia de desespero".