icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão e Marcello Vieira
01/04/2014
18:33

O clima político no departamento de futebol do Fluminense está cada vez mais conturbado. Com as rusgas existentes entre o presidente, Peter Siemsen, e o presidente da Unimed-Rio, Celso Barros, a ideia é tentar estreitar laços e amenizar uma possível crise que pode estourar a qualquer momento.  O LANCE!Net apurou com fontes ligadas à Unimed que o mandatário tricolor busca a intervenção do ex-vice de futebol do clube, Sandro Lima, pessoa mais próxima de Celso, para acertar os ponteiros e ajudar na reconstrução da boa relação entre as partes.

O ex-dirigente, que saiu do clube após vazar informações que sua empresa pessoal prestava consultoria para a Unimed-Rio, é o trunfo de Peter Siemsen para buscar o equilíbrio entre as partes e cessar os problemas, que aumentaram ainda mais no início deste ano com a saída do diretor executivo, Rodrigo Caetano, e a chegada do técnico Renato Gaúcho. Em ambos os casos, houve discordância entre as partes. Com o dirigente, Celso foi contra a saída e com o treinador Peter não o queria nas Laranjeiras.

Além disso, Sandro Lima é visto como o grande apaziguador da situação, já que o atual vice de futebol, Ricardo Tenório, tem uma relação apenas profissional com o mandatário da Unimed-Rio. Contudo, por enquanto, a ideia do Fluminense não é trazer Sandrão de volta a um cargo da presidência, que já é ocupado com Tenório.

Em caso de um acordo e da aceitação por parte de Sandro para ajudar o Fluminense a se reaproximar de Celso Barros, um cargo executivo não é descartado ser oferecido. A vaga de diretor executivo, por exemplo, está desocupada desde a saída de Felipe Ximenes, em janeiro deste ano.

Todavia, um possível retorno de Sandrão pode estremecer mais a relação do presidente com algumas frentes políticas do clube e com os grupos que a apoiaram a reeleição de Peter, já que muitos deles são contra o ex-dirigente.