icons.title signature.placeholder Jonas Moura
23/04/2014
09:02

Assim como a ponteira sérvia Brankica Mihajlovic, a central Natasha, de 28 anos, jogará sua primeira final de Superliga no próximo domingo diante do Sesi-SP, no Maracanãzinho. Embora tenha defendido grandes equipes do Brasil, como Minas, São Caetano e Vôlei Amil, a reserva do elenco do técnico Bernardinho admite que a ansiedade ainda toma conta.

– Dá um frio na barriga. Mas estou pronta para o que o time precisar, seja dentro ou fora de quadra. Esse sentimento da vitória é o que todos buscam. A semana nunca demorou tanto para passar – admitiu a central.

Natasha tem um trunfo para a final. Entre 2004 e 2009, defendeu o São Caetano e, nesse período, atuou ao lado das ponteiras Pri Daroit, Dayse e Suelle, que estarão do outro lado da quadra. Qualquer dica pode ser válida na hora de impor a marcação de bloqueio sobre as jogadoras, que são alguns dos destaques do elenco do técnico Talmo.

– O fato de ter convivido bastante com as três ajuda nos momentos decisivos, por saber o que elas estão pensando. Mas final é imprevisível. Espero que meu conhecimento some.

Para Natasha, Unilever e Sesi chegaram à decisão com méritos após muita luta. E se as individualidades não prevalecem na equipe carioca, a atleta detecta a mesma situação no adversário. Nos pontos fortes e fracos, a análise da central também aponta para um forte equilíbrio.

– O Sesi vem de uma crescente, assim como a gente. O passe talvez não seja o ponto forte dos dois lados, mas todos têm grandes levantadoras, e o conjunto prevalece. Uma boa defesa, uma cobertura, podem fazer a diferença. Acho que o voleibol é o esporte mais coletivo de todos, até do que o futebol. Uma depende sempre da outra. Vamos treinar e dormir bem para estarmos dispostas no domingo – completou Natasha.