icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo
10/11/2013
16:59

A estimativa da diretoria do Flamengo para a final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, é que 70% dos Maracanã seja de sócios-torcedores. A grande procura desde que o time garantiu a vaga, inclusive, faz com que a possibilidade de o estádio ter em sua totalidade integrantes do programa não pareça distante. Desta maneira, Frederico Luz, diretor de marketing do clube, ressalta que poucos pagariam os preços cheios das entradas, valores que geraram a insatisfação dos torcedores por considerarem altos para a realidade.

Frederico Luz lembra ainda que em momento algum a promessa do clube era que o sócio teria 50% de desconto no valor dos ingressos, e que a porcentagem pode variar de acordo com a necessidade da partida.

O diretor de marketing rubro-negro lembrou ainda que ingressos com um valor baixo favorecem a ação de cambistas, pessoas que acabam ganhando em cima do sucesso que o clube construiu e garantiu que o Flamengo tem de assumir a responsabilidade de arrecadar a riqueza que o próprio clube construiu.

- Temos uma estimativa de que, nesta partida contra o Atlético-PR, 70% seja de sócios-torcedores. Com a grande procura que está acontecendo, o número de adesões está crescendo rapidamente, pode chegar até mesmo a 100% do estádio de sócios-torcedores. Assim, ninguém pagaria os preços cheios. A gente acredita que quem vai pagar o preço cheio corresponderá a 6%. Achamos que quem vai pagar como sócio-torcedor e tem direito a meia, ou seja, pagará R$ 75,00, será de 56%. Mais da metade do público pagará R$ 75 - explicou o diretor de marketing, que ainda completou:

- Nunca foi dito que o desconto para o sócio-torcedor seria de 50%. Isso varia de acordo com a demanda e com a conveniência da partida. Nesta partida, fizemos alguns estudos e vimos que 40% era um desconto conveniente.

Frederico Luz lembrou ainda a influência que o mercado ilegal de ingressos tem na arrecadação final.

- Este é um jogo como uma grande demandada. Em jogo com grande demanda, colocar os ingressos muito baratos é transferir a riqueza para quem não contribui me nada com o clube, que são os cambistas. O clube tem de ter responsabilidade de arrecadar o valor que está construindo - disse.

O dirigente, assim como Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, afirmou que toda a quantia arrecadada será investida no futebol:

- O futebol é a nossa grande demanda de investimento. Todo o valor será revertido para o futebol.