icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
05/11/2014
08:08

O Palmeiras é um com Valdivia e outro sem ele. A frase se aplica ao atual momento, mas vale para todos os anos desde 2010. Nesta segunda passagem do Mago pelo clube, o desempenho do time com ele em campo sempre foi superior em relação ao aproveitamento sem ele. Mas o jogador precisa se segurar para não perder o clássico contra o São Paulo, em 16 de novembro, ou a provável inauguração do Allianz Parque, contra o Sport, dia 20.

O meia disputou os jogos contra Corinthians e Bahia pendurado com dois cartões amarelos. Em Salvador, admitiu ter se segurado para não ser advertido novamente, o que o deixaria fora contra o Atlético-MG, sábado, jogo que marcaria a reabertura do estádio alviverde se a CBF não tivesse vetado a mudança de local.

São cinco cartões amarelos e um vermelho no campeonato. Não fosse a punição aplicada pelo STJD pela expulsão contra o Flamengo, ele poderia ter igualado sua melhor sequência de jogos desde que voltou (nove seguidos, em 2010): disputou oito das últimas nove partidas, ficando fora apenas contra o Cruzeiro.

O camisa 10 não esconde que o São Paulo é um de seus rivais preferidos, além de ter manifestado o desejo de ser capitão na volta ao antigo Palestra. Mas há motivos ainda maiores para o palmeirense torcer para ele se segurar e atuar nestas duas partidas: o chileno tem 26 jogos em 2014, com 59% de aproveitamento. São 32 jogos sem ele, com 51%.

No Brasileiro, a dependência é ainda mais alarmante: foram apenas quatro vitórias em 18 jogos sem o armador, além de quatro empates e dez derrotas (26,9% de aproveitamento). Com o jogador, são sete vitórias em 14 jogos, além de dois empates e quatro derrotas (54,7%).

Valdivia é o nome da reação que tirou o Verdão da zona da degola e diminuiu para 3% o risco de queda, segundo o matemático Tristão Garcia. O desempenho fez o presidente Paulo Nobre manifestar o desejo de renovar o vínculo atual, que vence em agosto de 2015, embora não tenha iniciado conversas.

O mandatário costuma dizer que a postura do atleta mudou quando sua gestão começou, em janeiro de 2013. E os números da temporada passada devem ser batidos: foram 27 jogos, sendo nove completos, com quatro gols. Agora, são 26, sendo 17 completos e quatro gols.

O Mago ano a ano:

2010
No ano em que voltou ao Palmeiras, Valdivia fez 18 jogos - chegou no segundo semestre: oito vitórias, seis empates e quatro derrotas (55% de aproveitamento). Foram 56 jogos sem ele, com 49% de aproveitamento. Dois gols.

2011
Ano foi marcado por lesões. Meia fez 28 jogos: 15 vitórias, 8 empates e 5 derrotas (63% de aproveitamento). Foram 41 jogos sem o chileno, com 16 vitórias, 16 empates e 11 derrotas. O aproveitamento sem ele foi de 52%. Quatro gols.

2012
Valdivia entrou em campo 35 vezes: 18 vitórias, cinco empates e 12 derrotas (aproveitamento de 56%). Ele anotou três gols naquela temporada, em que o clube ganhou a Copa do Brasil. Sem ele, foram 39 jogos, 12 vitórias, 11 empates: 40%.

2013
Mago fez 27 jogos no ano passado: 16 vitórias, oito empates e três derrotas (aproveitamento de 69%). Ele marcou quatro gols ao longo do ano. Sem ele, foram 41 partidas, com 57,7% do índice.

2014
Por enquanto, são 26 jogos disputados e quatro gols marcados. Aproveitamento é de 59%: 14 vitórias, quatro empates e oito derrotas. Sem seu principal jogador, o desempenho cai para 51% em 32 partidas disputadas.