icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro e Lucas Faraldo
11/06/2014
07:00

Andrés Sanchez, dirigente responsável pela construção da Arena Corinthians, voltou nessa segunda-feira dos Emirados Árabes, onde esteve envolvido em negociações pelos naming rights (propriedade do nome) do estádio de Itaquera. Se conseguir acordo na casa dos R$ 400 milhões (valor mínimo exigido pelo clube para um acordo de 20 anos de duração), o Timão dará um importante passo rumo à quitação dos empréstimos obtidos para erguer a arena da Copa do Mundo.

Com orçamento inicial de R$ 820 milhões, a Arena Corinthians acabou custando R$ 1,1 bilhão. Desse valor, R$ 400 milhões foram emprestados pelo BNDES e outros R$ 350 milhões pela Caixa. Por imposição contratual, o valor bruto obtido pelo clube por meio da negociação dos naming rights do estádio deverá ser utilizado integralmente para acertar o pagamento das dívidas.

No último mês de maio, Andrés já havia se reunido, em Abu Dhabi, com empresários do Abu Dhabi Investiment Authority, fundo árabe ligado às empresas aéreas Emirates e Etihad. Ambas estariam interessadas em nomear o estádio do Timão.

A tendência é um possível acerto acontecer apenas após a Copa. Caso os valores de fato se concretizem em torno dos R$ 400 milhões pedidos pelo Corinthians, o clube teria, somente com a venda do nome de sua arena, quitado 53,3% dos empréstimos relacionados às obras do estádio.

BILHETERIAS

Nos três eventos realizados até aqui pelo Corinthians na Arena, o clube arrecadou, apenas com a comercialização de ingressos, R$ 4,8 milhões. Levando em conta os dois jogos oficiais, a média de renda para a equipe em sua nova casa é de R$ 2,1 milhões por partida. Com a projeção de R$ 30 milhões só das bilheterias até o fim do ano (veja mais abaixo), boa parte deste valor também será destinado à quitação dos empréstimos, além da manutenção da arena. A ideia é acertar os débitos o mais rápido possível e, a partir disso, usufruir da ótima renda do estádio.