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10/04/2014
20:00

Dos seis clubes brasileiros que participaram da Libertadores 2014, três deles foram eliminados na fase de grupos: Atlético-PR, Botafogo e Flamengo. A estatística configurou um recorde negativo do país na competição. Se o vexame foi grande para o Brasil, foi ainda maior para o futebol carioca, já que os dois representantes deram adeus no mesmo dia.

O LANCE!Net foi ouvir especialistas para entender o porquê do fracasso. Afinal, o Brasil abriga os clubes mais ricos do continente, que trabalham com orçamentos bastante superiores aos concorrentes.

João Carlos Assumpção, colunista o LANCE!

"Acho uma pena a eliminação de Botafogo e Flamengo da Libertadores, especialmente porque as torcidas de ambos os times os apoiaram em ótimo número no torneio.

Os dois, porém, perderam suas vagas em casa, assim como aconteceu com o Atlético-PR na semana passada, derrotado que foi atuando em seus domínios e deixando para jogar a cartada final na Bolívia. Na Libertadores é fundamental fazer prevalecer o mando de campo, algo que Botafogo e Flamengo, no Maracanã, não fizeram.

Tanto Flamengo quanto Botafogo tem limitações, mas mesmo com elas poderiam ter chegado às oitavas de final, era o mínimo que se esperava.

O Flamengo, mais uma vez, perdeu pela falta de criatividade do meio-campo para a frente e erros de posicionamento na defesa. Foi muito afoito e infantil em vários momentos. E o Botafogo, na Argentina, acabou engolido pelo rival. Parece que sentiu o peso de jogar fora de casa e acabou intimidado pelo rival, que foi melhor e mereceu a vitória.

Os três melhores elencos brasileiros na atual Libertadores, no entanto, avançaram: Atlético-MG, Cruzeiro e Grêmio, que têm mais opções inclusive entre os reservas."

Eduardo Tironi, colunista do LANCE

"Em qualquer circunstância considero vexaminoso um clube entre os 13 maiores do país ser eliminado na fase de grupo da Libertadores.

Paradoxalmente, acho mais natural ser eliminado na pré-Libertadores, já que é mata-mata e normalmente se tem pouco tempo de preparação. No caso da fase de grupos, não. Os clubes jogam um mini-torneio e nem precisam ficar em primeiro, podem ser segundos colocados.

O orçamento do futebol brasileiro é muito maior do que o dos outros países sul-americanos. Nossos clubes são muito mais ricos, têm mais estrutura e, muitas vezes condições de terem jogadores melhores, portanto, não dá para classificar de outras forma: o que fizeram Botafogo e Flamengo foi um vexame."