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10/12/2013
16:01

A confusão generalizada entre torcidas do Atlético-PR e do Vasco, que aconteceu no último domingo, em Joinville, está longe de ter um desfecho judicial. Pelo menos, essa é a opinão do advogado e membro da Academia LANCE! Eduardo Carlezzo.

- Domingo foi o coroamento de um ano vegonhoso para o futebol brasileiro no que se refere a atos de violência. Foi impressionante e deplorável o que nós tivemos na partida de Joinville. O estatuto do torcedor fala que a punição pode ser de um a dois anos de reclusão mais uma multa. Porém, caso esses torcedores sejam primários essa punição pode ser convertida e o torcedor pode ser apenas proibido de ir ao estádio - disse.

Porém, de acordo com o advogado, pouquíssimos torcedores são processados. Ele diz que as punições não são cumpridas porque não há fiscalização.

- Precisamos de mudanças urgentes no estatuto do torcedor. Não é possível que os torcedores batam em policiais e não sofram um processo criminal - completou.

Assim como Carlezzo, Renato Sérgio Lima, secretário geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acredita que precisa haver mais comunicação entre as autoridades para que as punições sejam cumpridas de fato.

- A segurança pública não depende só da polícia, e sim de vários atores. Temos de avançar na articulação - polícia, judiciário, organizados. Da forma que atuamos hoje, fica um jogo de empurra para ver de quem é a culpa - ressaltou o secretário.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcou para esta sexta-feira o julgamento de Vasco e Atlético-PR. Se condenados, os clubes podem perder mandos de campo.

O pedido foi feito após denúncia da procuradoria do órgão. O Cruz-Maltino foi enquadrado nos artigos 184 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, prevendo multa e perda de mandos de campo. Já o Furacão foi denunciado nos artigos 184, 191, 211 e 213 do mesmo código, e a punição pode acarretar em multa, perda de mandos de campo e até interdição do estádio.