icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
27/11/2013
12:44

A decisão da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira, às 21h50, entre Flamengo e Atlético-PR, no Maracanã, promete. Mas ela não é interessante apenas detro das quatro linhas. O especialista em gestão financeira, Fernando Pinto Ferreira, sócio diretor da PLURI consultoria e membro da Academia LANCE!, analisou a gestão dos dois clubes.

Confira a análise abaixo:

"Flamengo e Atlético-PR fazem nesta quarta o segundo jogo da final da Copa do Brasil 2013. Os dois clubes representam atualmente o que há de melhor no sempre sofrível cenário da Gestão do Futebol Brasileiro, focando em eficiência, produtividade e profissionalismo. Por anos o futebol brasileiro conviveu com um ambiente em que, mesmo fazendo tudo errado fora de campo, era possível conquistar títulos dentro das 4 linhas. Esse cenário vem mudando e, aos poucos, vai ficando claro para o torcedor que as duas coisas estão intimamente ligadas, não é mais possível ter um time competitivo dentro de campo, sem um clube organizado fora dele.

O Flamengo passa por uma silenciosa e rápida revolução. Apesar da péssima situação financeira que encontrou ao assumir o clube, a nova Diretoria cortou custos, colocou rapidamente os salários em dia (problema crônico do clube), trouxe executivos capacitados e promoveu um verdadeiro choque de gestão. As receitas tiveram forte crescimento, o marketing rejuvenesceu a imagem do clube e é nítida a preocupação com eficiência, resultados e transparência, enfim, com as melhores práticas de gestão e governança. Além disso, reformulou o elenco, reduzindo a folha salarial inflada por medalhões que não entregavam resultado, substituindo-os por jovens promessas.

Já o Atlético-PR tem um histórico de boa gestão mais longo, mas o clube tem a desvantagem de não ter o mesmo porte financeiro dos principais concorrentes do eixo Rio-SP. Praticamente sem dívidas, e com rígido controle orçamentário, compensa o fato de ter receitas menores com uma gestão muito mais eficiente. Prestes a reabrir a Arena (agora no padrão FIFA), o clube não precisará dividir as receitas do novo estádio com nenhum operador, o que lhe dará vantagem estratégica em relação aos demais clubes Brasileiros. Sem fazer loucuras com a contratação de medalhões, mantém a estratégia de revelar e garimpar bons jogadores, o que lhe traz resultados dentro de campo e ganhos com a valorização do elenco.

Boa Gestão é pré-condição para ser competitivo dentro de campo. Sem ela, pode-se até ganhar um ou outro campeonato, mas não haverá consistência de resultados no longo prazo. Se a política (sempre ela) não atrapalhar, o futuro dos finalistas da Copa do Brasil promete muitas alegrias aos seus torcedores".