icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
29/12/2013
16:12

Anderson Silva terá um longo tratamento pela frente. Após fraturar a tíbia e a fíbula durante o combate contra Chris Weidman, duelo principal do UFC 168, na madrugada deste domingo, Spider passou por uma cirurgia de emergência, e, agora, deverá esperar cerca de um ano para voltar ao octógono.

- Após a cirurgia, deverá ser colocada ou uma haste ou uma placa (no caso de Anderson foi colocada uma haste). A função é deixar o osso alinhado e permitir o processo de consolidação. Independente do tratamento, isso demora cerca de 60 a 90 dias. A partir daí, deve começar uma reabilitação mais intensa, visando o retorno ao esporte de fato. A recuperação deve se dar em cerca de seis meses, mas, como é uma prática esportiva de contato, costumamos segurar mais. O retorno total às lutas, sem restrição e preocupação, deve acontecer após um ano da lesão - disse Caio D'Elia, ortopedista e diretor técnico do Instituto Vita, ao LANCE!Net.

Algumas hipóteses foram levantadas a respeito da lesão de Anderson. Alguns acreditam que a fratura pode ter sido resultado de alguma fragilidade que o lutador já tinha. D'Elia, porém, acredita que a contusão se deu apenas por conta do trauma sofrido no duelo.

- Uma questão que acaba surgindo é se ele tinha alguma fragilidade ou se foi simplesmente o trauma. Na verdade, esse tipo de fratura foi a primeira vez que eu vi no MMA. Raramente se encontram lutadores com chutes tão fortes. Eu acho muito difícil uma lesão prévia. Se ele tivesse sentindo algum incômodo, não teria usado a perna. Acredito que a fratura tenha se dado por conta do trauma e da competência do adversário de defender de uma forma adequada - ressaltou.

Para aqueles que se preocupam com o retorno ou não de Anderson ao esporte, D'Elia ressaltou que é totalmente possível que Spider retorne 100% desse tipo de lesão, caso a fratura seja consolidada e a reabilitação tenha sido realizada de maneira adequada.

- O Minotauro é um parâmetro positivo dentro da equipe dele (Anderson). Ele teve uma fratura mais complicada para retornar, no úmero, que teoricamente tem um período de consolidação mais longo. As fraturas de perna, uma vez consolidadas, não têm mais problema. É possível voltar sem problemas - finalizou.