icons.title signature.placeholder LEO BURLÁ E RODRIGO CERQUEIRA
14/06/2014
11:25

Espanha no Brasil não é uma das combinações mais favoráveis para a Fúria. Afinal, foi no país que a seleção europeia sofreu suas maiores e humilhantes derrotas em Copas do Mundo. Além de ter perdido também a final da Copa das Confederações de 2013 após ser atropelada pela Seleção Brasileira.

Na primeira Copa em solo brasileiro, em 1950, a Fúria foi atropelada pela Selçeão Brasileira por 6 a 1, no Maracanã. No mesmo estádio, mas no ano passado, sofreu com a goleada de 3 a 0 para o mesmo Brasil, desta vez na final da Copa das Confederações. E nesta sexta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador, outra humilhação: 5 a 1 para a Holanda, com direito a gritos de olé dos quase 50 mil presentes no estádio.

Além das derrotas marcantes, os espanhóis têm que conviver com vaias e ambiente hostil. Nesta edição da Copa do Mundo, o público brasileiro não deixa o atacante Diego Costa em paz. O brazuca escolheu defender a Espanha, o que gerou uma enorme polêmica, e já escutou xingamentos e vaias. Além disso, desde a Copa das Confederações do ano passado, por onde a Fúria passava a torcida era sempre para o adversário. O técnico Vicente del Bosque tem uma "explicação" para isso. Para o comandante, por a Fúria ser considerada uma grande rival do Brasil na busca pelo título, além de ser a atual campeã do mundo, os torcedores no país não ficarão ao lado da sua equipe.

Diego Costa sofre pênalti contra a Holanda. Atacante é alvo de muitas vaias (Foto: Damien Meyer/ AFP)

Diego Costa, por sua vez, já havia deixado claro nos primeiros dias da Espanha em Curitiba, antes da estreia na Copa, que tinha a noção de que poderia ser perseguido pela torcida por conta da sua escolha. Porém, após a goleada sofrida para a Holanda em Salvador, quando foi alvo de muitas vaias, ele preferiu não colocar mais pimenta no assunto.

- Acho que isso tudo aconteceu por conta da minha escolha, tanta polêmica por uma simples escolha que eu fiz. Mas eu sabia que isso poderia acontecer. Os brasileiros vão estar com a Seleção Brasileira e o Felipão é o técnico. Temos que respeitar. Foi uma coisa que no momento aconteceu, e que não preciso mais voltar nisso - afirmou o atacante hispano-brasileiro.

As lamentações dos espanhóis deram o tom na saída da delegação da Arena Fonte Nova. Pedidos de apoio dos torcedores, promessa de empenho e volta por cima... Casillas, que falhou em dois gols contra a Holanda, num deles errou o domínio e entregou a bola nos pés de Van Persie, teve de dar explicações:

- Não estive à altura. A Holanda esteve muito bem, e nossa equipe não. Começando por mim. Mas não podemos pensar mais nessa partida, precisamos pensar no Chile - afirmou o goleiro do Real Madrid e da seleção espanhola, para depois completar:

- Quem decide é o treinador (sobre a titularidade). Primeiro temos que pedir perdão. E em segundo, queremos que a torcida supere essa partida e nos apoie na próxima.

Autor do gol contra a Holanda que garantiu o título mundial em 2010, na África do Sul, o meia Iniesta era um dos mais abatidos. Ele procurou encontrar palavras para explicar mais um desastre da equipe no Brasil:

- Pouco se pode dizer depois de um resultado como esse. Temos que analisar o que aconteceu, e ganhar as duas partidas que faltam para avanças para as oitavas de final.