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29/11/2013
15:50

As reivindicações de pagamentos de salário, como a dos jogadores do Náutico pelo pagamento de direitos de imagem de parte do elenco, já causaram a não realização de jogos e paralisações de rodadas inteiras em campeonatos do exterior.

Neste memos mês, na Argentina, ocorreu uma situação idêntica à do Náutico. Os jogadores do Colón, que também ocupa a lanterna do campeonato local, anunciaram uma greve e se recusaram a entrar em campo para enfrentar o Atlético Rafaela. Os atletas cobravam até sete meses de salários atrasados, e nesta semana quatro deles foram despejados de suas casas pelo não pagamento dos aluguéis.

A pressão dos jogadores resultou na renúncia do presidente do clube, German Lerche. No entanto, até o momento, a situação financeira não foi totalmente acertada. Apenas uma pequena parte da dívida com atletas e funcionários foi paga com dinheiro emprestado pela Associação do Futebol Argentino (AFA).

Bem antes do caso envolvendo o Colón, todo o futebol argentino parou em solidariedade a jogadores de um clube de menor expressão. Em 1997, seis jogadores do Deportivo Español, clube que disputava a Primeira Divisão, foram proibidos de deixar o clube por falta de pagamentos. Foram 15 dias de greve, até que os atletas conseguiram os seus objetivos.

Há pouco mais de dois anos, em agosto de 2011, a primeira rodada da Primeira e da Segunda Divisão do Campeonato Espanhol não foi realizada em protesto por uma dívida de 50 milhões de euros que vários clubes do país deviam a mais de 200 jogadores. A paralisação terminou quando a Associação dos Futebolistas Espanhóis (AFE) conseguiu um acordo da Liga para que os débitos fossem quitados a longo prazo.