icons.title signature.placeholder Fábio Suzuki
02/06/2014
10:25

Patrocinadora oficial da Copa do Mundo, a fabricante japonesa de eletroeletrônicos Sony tem realizado diversas ações voltadas para o evento. Só em ingressos, a companhia irá distribuir através de suas ações um total de 6.200 convites. Como resultado, a marca foi uma das mais lembradas em pesquisa realizada durante a Copa das Confederações como uma das parceiras oficiais do Mundial de futebol.

Nessa entrevista exclusiva ao Lance!, o gerente de comunicação e marketing da Sony Brasil, Luciano Bottura, fala do investimento de R$ 500 milhões que a companhia realizou no Brasil para reforçar sua estrutura nos anos que antecederam o evento esportivo e afirma que a empresa não alterou sua estratégia por conta dos protestos contra a Copa mas que está “analisando com muito cuidado” as manifestações.

Como a Copa foi integrada na estratégia da Sony?
A Sony Brasil está há dois anos planejando e trabalhando em cima da Copa do Mundo. Começamos com o lema “Viva a Copa da sua vida”, pois essa é uma oportunidade única para os brasileiros e vai demorar para ter outro Mundial por aqui. Essa comunicação está alinhada aos nossos novos produtos para essa ser a melhor Copa para assistir e registrar. São os casos da TV 4K, de ultra definição, um home theater que permite tirar a narração do jogo e ficar apenas com o som ambiente do estádio, e uma nova linha de câmeras para registrar esse momento especial. Todo esse portfólio é para oferecer a melhor experiência para os torcedores, pois só 1% dos brasileiros irão aos estádios.

Quais as ações da companhia voltadas para o evento?
Serão distribuídos um total de 6.200 ingressos através de 19 atividades como promoções e sorteios. Além disso, vamos ativar nossa marca em 10 praças onde irão ocorrer a Fifa Fan Fest com um estande de 100 metros quadrados oferecendo brindes, distribuindo bandeiras e colocando nossos produtos em exposição. Escolhemos também 10 grandes condomínios onde iremos realizar um grande churrasco para os moradores e oferecer toda a estrutura com projetores, televisores, home theaters e ações com nossos produtos.

E em relação à exposição da marca na mídia?
Vamos realizar uma grande ação em nove aeroportos pelo país com a instalação de um vídeo-wall (parede formada por televisores) onde iremos transmitir os jogos da Copa do Mundo para quem estiver viajando. Além disso, vamos expor nossa marca em fingers de aeroportos, na estação do Maracanã e em empenas de prédios (grandes anúncios nas laterais).

A companhia reforçou sua estrutura no Brasil por conta da Copa?
Sim. Temos uma equipe de 18 pessoas que atuam focadas apenas em Copa do Mundo abrangendo as áreas de mídia, eventos, pontos de venda e relações públicas. Essa equipe mantém contato direto com o Japão com o diretor que é responsável pela estratégia global da marca. E há dois anos, nossos produtos saem de nossa fábrica em Manaus em caixas alusivas à Copa do Mundo. Tudo isso porque é um evento importante para a exposição de marca e aumento das vendas.

E qual o retorno obtido com essas ações?
A Copa trás uma demanda maior para o tipo de produto que atuamos, como TV e câmeras. No primeiro trimestre deste ano, aumentamos em 20% a venda de TVs em comparação ao ano passado. Além disso, fomos a quarta marca mais citada durante a Copa das Confederações em pesquisa que questionava as marcas que eram patrocinadoras da Copa do Mundo. Ficamos atrás apenas de Coca-Cola, Itaú e Visa.

E quanto foi o investimento para esse ano de Copa?
Não temos um investimento específico para o evento. Mas o evento influenciou no investimento que fizemos no país e que abrange os últimos três anos, que foi de R$ 500 milhões. Dentro dessa verba estão inseridos um novo escritório, ampliação da fábrica em Manaus, investimento em tecnologia e ações de comunicação e marketing. Mas a Sony não havia feito um investimento tão alto como esse e com certeza a Copa do Mundo foi levada em consideração.

Os protestos têm influenciado a estratégia da Sony para a Copa, já que é uma patrocinadora do evento?
Somos uma empresa democrática e respeitamos as manifestações pacíficas. E estamos analisando tudo o que está acontecendo com muito cuidado. Mas até o momento não mudamos em nada a nossa estratégia por causa disso.

E como avalia a organização do Mundial no Brasil?
Acreditamos muito no evento e a Copa do Mundo no Brasil será um marco. Tudo o que aconteceu será esquecido assim que o torneio começar e o engajamento será total por parte dos torcedores. Um exemplo disso foi a Copa das Confederações. Já foram 11 milhões de solicitações de ingresso no site da Fifa e isso é uma mostra que o evento será um sucesso.

Já que o Brasil é um mercado importante para a marca, há interesse em investir no futebol brasileiro?
Não investimos até hoje porque já fazemos um investimento muito alto por ser patrocinadora da Copa do Mundo. Nossa aposta é investir em um evento global e não nacional.