icons.title signature.placeholder Alexandre Braz
24/03/2014
09:13

Que o fechamento do Engenhão representou uma grande perda para o Botafogo tanto na esfera esportiva quanto na econômica não é mais novidade para ninguém. Entretanto, além do clube, as pessoas que moram ou trabalham no entorno do estádio também estão sofrendo com a medida tomada em março de 2013.

De acordo com moradores e comerciantes ouvidos pela reportagem do LANCE!Net, a região está abandonada pelo poder público.
 
- O fechamento do Engenhão foi muito ruim para nós, moradores e comerciantes. No meu caso, as minhas vendas caíram cerca de 40% - contou o comerciante José Armando Medeiros, de 51 anos, todos eles vividos no Engenho de Dentro.

Outra reclamação de José é na questão da segurança. Segundo ele, desde que o Engenhão foi fechado, aumentaram muito o número de assaltos na região.

- Se você perguntar qual comerciante não foi assaltado não vai aparecer nenhum. Fizemos abaixo-assinado pedindo mais segurança, mas até agora nada foi feito. Quando havia jogos, havia reforço no policiamento. Agora estamos abandonados - reclama José, que vende pão e outros alimentos para o Botafogo.

As melhorias para o Engenho de Dentro, prometidas na concepção do estádio - no início dos anos 2000 -, também ainda são esperadas. De acordo com os moradores, muita coisa melhorou, mas ainda está aquém das necessidades do bairro.

- Existe a promessa de obras de revitalização nesta área. Mas são obras que deveriam ter sido entregues com o estádio, há cerca de sete anos. Existe a promessa da construção de uma ciclovia, uma praça de lazer no lugar dos galpões da rede ferroviária. Estamos esperando - disse Solange Venâncio, de 48 anos, também nascida e criada no Engenho de Dentro.

FECHAMENTO NÃO AFETA EMPREENDIMENTOS

Se o fechamento do estádio não foi bom para os comerciantes, em relação ao setor imobiliário ele não afetou muita coisa, de acordo com o corretor de imóveis Ricardo Andrade, que trabalha na Cardoso Construtora e Imobiliária, que opera no bairro do Engenho de Dentro e nas redondezas.

- O fechamento do estádio em nada afetou na valorização dos imóveis naquela área. Ocorreu, sim, uma desvalorização comercial. Comerciantes fecharam as portas. Os imóveis ali não são novos, não há novos empreendimentos sendo construídos. Pelo menos para nós, não houve problema - afirmou Ricardo Andrade.