icons.title signature.placeholder Gabriela Abrunheiro
19/11/2014
12:20

Noventa minutos para uma nova história, um marco. Para o ex-presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo, é isso que representa a estreia do time no Allianz Parque, na noite desta quarta-feira, diante do Sport. O dirigente acredita que o novo estádio servirá de amparo para o clube de futebol. Bastante emocionado, ele se mostrou indeciso quanto a possibilidade de assistir a partida 'in loco'.

- Eu acho que a inauguração é um marco na história, indenpendente do momento que o time está vivendo. A construção do estádio tem um papel importante na mudança do lugar que o time está. Foi construída como uma fonte de receita, um ativo. O que importa para o torcedor é o time. O estádio é bom, mas o time precisa acompanhar. Eu espero que seja um outro Palmeiras e que isso (o Alliaz Parque) ajude e muito o clube a recuperar o prestígio - declarou Belluzzo ao LANCE!Net.

Idealizador do projeto de reforma do antigo Palestra Itália, ele se recusa a receber todos os créditos da obra. Sem adjetivos, não quer ser considerado gênio.

- Não quero excitar no Palmeiras e nos palmeirenses que existem pessoas geniais. Eu sou contra essa coisa de celebridade. Foi uma coisa conjunta, não é de 'A', 'B' ou 'C'. São pessoas que trabalham e que trabalharam comigo. Foi conjunto e eu tinha a responsabilidade de levar adiante - disse o ex-presidente palmeirense.

Também por isso, Belluzo se mostrou extremamente emocionado e confuso sobre comparecer a nova casa palmeirense na noite da estreia. Chorando, ele disse estar vivendo uma avalance de sentimentos. Mas deixou claro que já marcou uma comemoração.

- Eu não sei se vou ou não. Mas marquei para sexta-feira um jantar para comemorar. Eu me sinto honrado... Feliz...É um dia muito feliz! As pessoas estão me ligando direto, eu tenho que vir. Vou ver. É uma avalanche - falou com a voz embargada.

Belluzo foi presidente do clube no biênio 2009/2010. Atualmente, aos 72 anos, é o candidato à vice-presidência da chapa de Wlademir Pescarmona, único de oposicionista.