icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
09/11/2013
11:21

O atleta Vanderlei Cordeiro de Lima é um dos embaixadores dos Jogos Escolares da Juventude, que acontecem até dia 16 de novembro em Belém (PA). O maratonista é lembrado por muitos por um episódio que marcou os Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas (GRE). Em sua prova, Vanderlei, que estava em primeiro lugar aos 35km, foi empurrado pelo ex-padre Irlandês Cornelius Horan para fora da pista, mas mesmo assim conseguiu superar e chegar a tempo de ganhar a medalha de bronze.

Vanderlei disse que quando viu que o sonho de conquistar uma medalha olímpica havia sido concreditazado, nem lembrava do que tinha ocorrido instantes antes da chegada.

- Claro que ninguém esperava isso. Atenas foi a minha terceira Olimpíada, me preparei muito para ela. Na verdade, quando eu terminei a prova e já tinha me consagrado um medalhista olímpico com a medalha de bronze no peito já tinha até esquecido o fato do cara ter me agarrado. A concretização desse sonho foi maior do que a decepção de não ter conquistado a medalha de ouro. A busca e o comprometimento não me deixaram desistir do meu sonho, mesmo tendo passado por aquela situação - disse o maratonista, em entrevista ao LANCE!Net.

No evento estudantil, organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, Vanderlei acompanhou as provas de atletismo à beira da pista, entregou medalhas nas finais de natação e trocou experiências com os jovens atletas competidores.

- Estar aqui como embaixador é uma responsabilidade muito grande. Muitos desses atletas acabam se espelhando em minha carreira, nos meus resultados e realmente eles procuram seguir o mesmo caminho. A gente busca passar os valores do esporte. Trocar essa experiência é muito bom e importante pra eles. Eu comecei minha carreira disputando jogos escolares no Paraná e foi aí que eu comecei a sonhar que poderia ir muito mais longe - lembrou e finalizou:

- A emoção da disputa está presente em todos os momentos e níveis competitivos. Independente dela ser regional, estadual, nacional, sul-americana, A emoção do atleta é permanente e constante na disputa. Esse espírito competitivo revive a cada momento e essa sensação faz com que a gente vá em busca dos nossos objetivos. Só quem vive o esporte sabe do que estou falando, de como é gratificante.

*A repórter viaja a convite do COB