icons.title signature.placeholder Carlos Antunes e Luis Fernando Coutinho
12/02/2015
16:30

Com a saída do duelo entre Raphael Assunção e Urijah Faber, que seria a luta principal do UFC Rio, que será realizado dia 21 de março, no ginásio do Maracanãzinho, Demian Maia assumiu o posto de principal atleta brasileiro do evento e encara Ryan LaFlare. O faixa-preta de jiu-jitsu já adiantou que não vai abandonar suas origens, mesmo com o oponente também com o ponto forte no chão.

- Apesar de tudo, minha ideia é sempre usar o jiu-jitsu, porque é natual e onde me sinto em casa. Ele (LaFlare) está abaixo de mim no ranking, mas é invicto. Todo mundo vai subindo. Cada luta que você ganha, você sobe. É um cara duríssimo, nunca perdeu e é sempre difícil pegar alguém invicto. Acredito que meu ranking vá melhorar se ganhar - afirmou o atleta, que vem de triunfo sobre Alexander Yakovlev, no media day realizado no Maracanã.

Apesar de um especialista na arte suave e ter nove vitórias por submissão no seu cartel, Demian não está vivendo um momento positivo nessa área. Nas suas últimas 14 apresentações, o lutador só finalizou um adversário, que foi Rick Story, no UFC 153, que também aconteceu no Rio de Janeiro. Mas para o lutador, há uma explicação para essa questão.

- Primeiro que as pessoas vão para o chão comigo para amarrar a luta, ninguém se solta. Quando o cara cai no chão comigo ele abraça e fica parado esperando o juiz voltar em pé ou acabar o round, então é muito mais difícil lutar jiu-jitsu assim. Se fosse na regra antiga, sem tempo, com certeza finalizaria mais, porque o jiu-jítsu requer tempo. A partir do momento que você tem cinco minutos, demora dois ou três para botar para baixo, tem só dois no chão para trabalhar. Às vezes não é tempo suficiente. As pessoas já sabem que meu forte é no chão e, quando caem lá, fazem uma estratégia de amarrar a luta e não de lutar - completou o lutador que pode alcançar sua 20ª vitória na carreira.