icons.title signature.placeholder Guilherme Palenzuela e Pedro Lopes
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20/07/2013
07:00

O diretor de futebol Adalberto Baptista se reuniu antes do treino desta sexta-feira com o elenco do São Paulo e pediu desculpas pela crítica a Rogério Ceni após o desabafo do capitão. Mas os jogadores, que ficaram ao lado do goleiro, não se convenceram. Enquanto isso, na diretoria crescem a insatisfação e os pedidos pela saída de Adalberto, com ameaças políticas ao futuro de Juvenal Juvêncio no clube.

Os atletas não perdoam Adalberto porque foram pegos completamente de surpresa com a alfinetada exatamente no maior ídolo da história do clube – o dirigente disse que “todos veem que ele tem uma deficiência”. O diretor, que coleciona desafetos pelo São Paulo, inclusive no elenco, agora é mal visto pela maioria dentro do vestiário.

Politicamente, cresce a pressão. Juvenal Juvêncio viajou nos últimos dias para sua fazenda, no interior de São Paulo e volta neste sábado, para o jogo contra o Cruzeiro, no Morumbi. Ouvirá de dirigentes e conselheiros o pedido pela saída de Adalberto. Grupos que se reuniram ontem, para tratar do assunto, já discutem maneiras de como convencer o mandatário a abrir mão de seu braço-direito, e têm na política o maior argumento. Juvenal já sabe e ouvirá mais uma vez que perderá boa parte de sua força política se Adalberto continuar na diretoria até as próximas eleições, em abril de 2014.

As alternativas propostas pelos críticos são três: a restrição de Adalberto Baptista ao futebol de base; a troca por dois diretores adjuntos mais ativos no futebol; e até a formação de um comitê informal para gerir o departamento.

Dirigentes e conselheiros que pedem a cabeça de Adalberto Baptista sabem, no entanto, que será difícil tirá-lo do futebol. O diretor é hoje o homem forte de Juvenal, comanda o clube de Cotia à Barra Funda, e tem total autonomia para tocar o trabalho. Esperam, porém, que os argumentos de dentro do elenco e do Conselho sirvam para que o presidente reformule o departamento e promova uma troca em breve.

POLÍTICA PREOCUPA JUVENAL PELA PRIMEIRA VEZ

Apesar de Juvenal Juvêncio já ter cantado vitória para as eleições de 2014, seus aliados relatam que o assunto preocupa não só o presidente, mas também quem trata da campanha política da situação. A visão é que o momento negativo do clube – um dos piores dos últimos anos – pode abrir espaço para o inesperado crescimento da oposição.

Juvenal, também, tem dificuldade para escolher seu sucessor. Queria Adalberto, hoje nome impossível diante da enorme rejeição. Roberto Natel, alternativa, não tem força no conselho em um momento negativo como o atual. Até agora, apenas o vice Leco aparece como possível candidato.

Neste segundo semestre, Juvenal e os responsáveis pela campanha da situação irão intensificar a busca por um nome e farão testes de aceitação de alguns conselheiros, começando pelos que hoje têm maior influência no clube.

O diretor de futebol Adalberto Baptista se reuniu antes do treino desta sexta-feira com o elenco do São Paulo e pediu desculpas pela crítica a Rogério Ceni após o desabafo do capitão. Mas os jogadores, que ficaram ao lado do goleiro, não se convenceram. Enquanto isso, na diretoria crescem a insatisfação e os pedidos pela saída de Adalberto, com ameaças políticas ao futuro de Juvenal Juvêncio no clube.

Os atletas não perdoam Adalberto porque foram pegos completamente de surpresa com a alfinetada exatamente no maior ídolo da história do clube – o dirigente disse que “todos veem que ele tem uma deficiência”. O diretor, que coleciona desafetos pelo São Paulo, inclusive no elenco, agora é mal visto pela maioria dentro do vestiário.

Politicamente, cresce a pressão. Juvenal Juvêncio viajou nos últimos dias para sua fazenda, no interior de São Paulo e volta neste sábado, para o jogo contra o Cruzeiro, no Morumbi. Ouvirá de dirigentes e conselheiros o pedido pela saída de Adalberto. Grupos que se reuniram ontem, para tratar do assunto, já discutem maneiras de como convencer o mandatário a abrir mão de seu braço-direito, e têm na política o maior argumento. Juvenal já sabe e ouvirá mais uma vez que perderá boa parte de sua força política se Adalberto continuar na diretoria até as próximas eleições, em abril de 2014.

As alternativas propostas pelos críticos são três: a restrição de Adalberto Baptista ao futebol de base; a troca por dois diretores adjuntos mais ativos no futebol; e até a formação de um comitê informal para gerir o departamento.

Dirigentes e conselheiros que pedem a cabeça de Adalberto Baptista sabem, no entanto, que será difícil tirá-lo do futebol. O diretor é hoje o homem forte de Juvenal, comanda o clube de Cotia à Barra Funda, e tem total autonomia para tocar o trabalho. Esperam, porém, que os argumentos de dentro do elenco e do Conselho sirvam para que o presidente reformule o departamento e promova uma troca em breve.

POLÍTICA PREOCUPA JUVENAL PELA PRIMEIRA VEZ

Apesar de Juvenal Juvêncio já ter cantado vitória para as eleições de 2014, seus aliados relatam que o assunto preocupa não só o presidente, mas também quem trata da campanha política da situação. A visão é que o momento negativo do clube – um dos piores dos últimos anos – pode abrir espaço para o inesperado crescimento da oposição.

Juvenal, também, tem dificuldade para escolher seu sucessor. Queria Adalberto, hoje nome impossível diante da enorme rejeição. Roberto Natel, alternativa, não tem força no conselho em um momento negativo como o atual. Até agora, apenas o vice Leco aparece como possível candidato.

Neste segundo semestre, Juvenal e os responsáveis pela campanha da situação irão intensificar a busca por um nome e farão testes de aceitação de alguns conselheiros, começando pelos que hoje têm maior influência no clube.