icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena e Thiago Ferri
25/11/2014
08:01

Candidato da oposição para a presidência, Wlademir Pescarmona não se conforma quando ouve falar na “espinha dorsal” do Palmeiras para 2015. Caso eleito, ele diz que fará uma “análise”, mas não esconde que sua ideia é reformular este grupo, hoje com alguns atletas “sem condições”.

– Vamos ver quantos terminam contrato, quantos voltam de empréstimos. Não adianta falar em limpa sem analisar antes. Óbvio que alguns nomes estão sem condições, não sei se vale a pena mantê-los – falou Pescarmona, ao LANCE!Net.

Neste elenco, o opositor põe Valdivia como o único destaque. A importância do camisa 10 é tanta que o candidato mostrou-se disposto a esquecer as rusgas que tiveram em 2010, quando foi diretor de futebol, para discutir uma renovação – a situação também quer manter o Mago, que tem contrato até agosto.

– Ele (Nobre) vendeu o Valdivia. Não fosse o xeque árabe devolver ele (na negociação com o Al-Fujairah), estávamos lá embaixo. Sem o Valdivia, é um time aguerrido, lutador, mas sem qualidade técnica. Tem que montar uma estátua para o xeque, ou estaríamos em uma situação muito ruim. E agora o Valdivia é imprescindível? Que diabo de espinha dorsal é esta? Se ele ganhar a eleição, vamos continuar na mesmice – disse.

Suas propostas no futebol são: deixar a categoria de base ainda mais próxima dos profissionais e melhorar o sistema de captação quando for buscar reforços.

– Como um profissional como o senhor José Carlos Brunoro contrata Weldinho, Victorino, com histórico de contusões enorme, França com problemas de disciplina, Bernardo, Bruno César de quatro anos atrás, não o atual? Tudo isto é captação.

Na diretoria, o terceiro vice, Carlos Degon, será quem cuidará de forma mais próxima do futebol, junto de um executivo – o sonho da chapa, também, é de ter Rodrigo Caetano.

BATE-BOLA - WLADEMIR PESCARMONA:

Como sua diretoria irá trabalhar na busca por reforços?
O treinador vai dizer que tem uma deficiência em uma posição, vamos fazer o levantamento, oferecer três opções. Teremos um grupo de pessoas para fazer este trabalho. Não como foi feito agora para contratar o goleiro (Jailson), que foi indicado. É um conjunto de coisas para não cair no erro. O mais grave foi contratar jogadores que não estavam qualificados. Aí bate o desespero. Não houve um planejamento.

Como será o trabalho da base?
Temos de aproximar base e profissional. Como você faz isto? Exigindo que tenha cinco, seis atletas trabalhando no profissional, fazendo com que o sub-20 e sub-17 treine três vezes por semana na Academia, e que alguém da comissão acompanhe. Às vezes você sai no mercado no na pressa, e a base tem boas opções. Dizem que o Palmeiras não sabe fazer a base. Se analisar os últimos anos, os garotos só entraram na fogueira, no sufoco como o (Bruno) Dybal e outros.

Você manterá Dorival Júnior?
Nunca disse que ia mandar o Dorival Júnior embora. Ele pegou uma bucha danada, o clube em uma situação complicada na tabela, e está tentando tirar leite de pedra. O executivo pode de repente ser um cara que trabalhou com o Dorival (nota da redação: o técnico já trabalhou com Rodrigo Caetano), conhece o procedimento dele, sabe como trabalha. A opinião dele vai ser muito importante.

Tem mantido conversas com Rodrigo Caetano?
Estamos conversando com o Rodrigo Caetano desde maio. Ele tem um projeto com o Vasco, quer subir com o Vasco, tem este compromisso, por isto em hipótese nenhuma falamos dele. Quando vazou, a situação começou a falar no nome do Rodrigo Caetano. É muito estranho isto. Ele tem muito interesse em mudar de praça, esgotou o tempo dele no Rio, e gostaria de topar o desafio. Mostramos o que a gente pretende, ele gostou demais, e o mais importante: eu gostei demais do fato da captação de valores. Super atualizado no mercado, também tem a captação de valores. Casou. Mas você não pode firmar um contrato, porque se já estivesse na cadeira, fechava o contrato, e estava resolvido. Mas primeiro tenho que ganhar a eleição.