icons.title signature.placeholder Amir Somoggi
22/11/2013
13:10

O futebol brasileiro atravessa um momento de ebulição. Os atletas do Bom Senso FC, com suas últimas ações nos jogos, mostraram que temos que mudar de forma profunda. Ações paliativas só atrasarão nosso desenvolvimento.

As alterações que passam por um calendário mais racional e muitos outros temas, não são pauta nesse momento de nenhum possível candidato a presidente da CBF. Há uma guerra pelo poder, na eleição da CBF em 2014. Mas a disputa se restringe ao poder e à busca de eleitores, entre as 27 federações e os 20 clubes da Série A.

Nenhum candidato apresentou um plano de governo, com suas propostas para solucionar problemas graves no nosso futebol. E os eleitores pouco se preocupam com isso. Os clubes são os maiores prejudicados de o produto futebol no Brasil não atingir sua plenitude.

Os muitos problemas serão resolvidos quando a CBF exercer seu poder de mudar o nosso futebol, definindo objetivos estratégicos e ações anuais e influenciando decisões positivas em outros setores da sociedade.

Entre os problemas que precisam ser resolvidos para maximizar o futebol no Brasil estão: calendário, que não tenha paradas nas competições paras as datas Fifa; baixo apelo comercial das competições no Brasil e exterior; público nos estádios; combate às torcidas organizadas; janelas de transferências; situação financeira dos clubes; profissionalização da arbitragem.

A CBF é a única que pode, em parceria com os clubes, federações, setor público e iniciativa privada, fazer as mudanças necessárias na estrutura do futebol brasileiro. O resultado desse processo será um futebol mais forte, em termos esportivos e comerciais.

As propostas para o desenvolvimento do futebol brasileiro deveriam ser o tema nesse momento que antecede a eleição na CBF. A disputa não deve se resumir ao poder a conquistar, mas sim ao que se pode fazer com ele.